Economia

Economia brasileira registra queda de 0,4% em julho segundo estimativa da Fundação Getulio Vargas

18 de Setembro de 2026 às 12:26 2 min de leitura

O Monitor do PIB da FGV estimou queda de 0,4% na economia brasileira em julho, segundo mês consecutivo de recuo. O resultado representa alta de 1,3% ante o mesmo mês de 2025 e variação positiva de 1,8% nos últimos 12 meses. A retração decorre de queda na agropecuária e estagnação na indústria e nos serviços

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Economia brasileira registra queda de 0,4% em julho segundo estimativa da Fundação Getulio Vargas
© MIGUEL ÂNGELO/CNI/DIREITOS RESE

A economia brasileira registrou uma queda de 0,4% em julho, na comparação com junho, conforme a estimativa do Monitor do PIB, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Este é o segundo mês consecutivo de retração, após o recuo de 1% observado em junho.

Apesar da queda mensal, o resultado de julho indica um crescimento de 1,3% em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado de 12 meses, a variação positiva é de 1,8%, patamar inferior aos 2,2% registrados em junho. Em valores correntes, o PIB acumulado até julho é estimado em R$ 7,853 trilhões.

Desempenho dos setores e consumo

A retração do período é atribuída ao enfraquecimento de três pilares da economia: a agropecuária, que apresentou queda, e a indústria e os serviços, que permaneceram estagnados. No âmbito interno, o cenário é impactado pelo endividamento das famílias e pela manutenção de juros elevados. Externamente, a alta do preço do petróleo, decorrente do conflito no Oriente Médio, e o aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras agravam a situação.

Quanto aos indicadores de atividade:

  • Consumo das famílias: cresceu 0,4% no trimestre móvel encerrado em julho, a menor taxa desde outubro de 2025 (0,2%). O setor representa mais de 60% do PIB.
  • Investimentos: a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que contabiliza a aquisição de máquinas e equipamentos, expandiu 1,4% no trimestre móvel até julho, consolidando a quarta alta consecutiva.

Comparativos e projeções

O Monitor do PIB, que utiliza ajuste sazonal para eliminar efeitos de calendário, converge com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). O indicador do BC, divulgado em 16 de outubro, apontou queda de 0,2% em julho frente a junho, com projeção de alta de 1,5% em 12 meses.

Em dados oficiais, o IBGE informou que o PIB do segundo trimestre variou 0,5% em relação ao período anterior, com alta de 1,9% em 12 meses. O resultado referente ao terceiro trimestre será divulgado em 2 de dezembro.

Para o fechamento de 2026, a estimativa do relatório Focus, do Banco Central, é de um crescimento econômico de 1,89%.

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