Economia

Elenco da seleção brasileira para a Copa de 2026 supera o valor de dez empresas do Ibovespa

12 de Junho de 2026 às 15:10

O elenco de 26 jogadores convocado por Carlo Ancelotti para a Copa de 2026 soma 928,2 milhões de euros (R$ 5,5 bilhões). O setor ofensivo concentra a maior parte do montante, com 519 milhões de euros, tendo Vini Jr. como o atleta mais valioso. O valor total do grupo supera a avaliação de dez empresas listadas no Ibovespa

Elenco da seleção brasileira para a Copa de 2026 supera o valor de dez empresas do Ibovespa
Divulgação/Nike

O elenco de 26 jogadores convocados por Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026 possui um valor de mercado total de 928,2 milhões de euros, o que corresponde a R$ 5,5 bilhões. O montante é impulsionado principalmente pelo setor ofensivo, onde os oito atacantes somam 519 milhões de euros (R$ 3,1 bilhões), representando mais da metade do valor total do grupo.

Nesse recorte, Vini Jr. é o atleta mais valioso, avaliado em 140 milhões de euros (R$ 829,7 milhões). Na sequência, Gabriel Magalhães e Matheus Cunha possuem avaliações de 75 milhões de euros (R$ 444,5 milhões) cada, seguidos por Bruno Guimarães e Raphinha, cotados em 70 milhões de euros (R$ 414,9 milhões) cada. O ataque conta ainda com Luiz Henrique, Endrick, Gabriel Martinelli, Rayan e Igor Thiago.

A distribuição financeira por posição revela a predominância do ataque, seguido pelos meias, com 205 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão), defensores, com 178,5 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão), e goleiros, com 25,7 milhões de euros (R$ 152,3 milhões).

Ao comparar o valor de mercado da seleção com companhias listadas no Ibovespa, o grupo de atletas supera a avaliação de dez empresas. A lista inclui Vivara (R$ 4,9 bilhões), Cogna (R$ 4,8 bilhões), Magazine Luiza (R$ 3,6 bilhões), Minerva (R$ 3,6 bilhões), Azzas 2154 (R$ 3,5 bilhões), C&A (R$ 3,4 bilhões), Vamos (R$ 3,3 bilhões), PetroReconcavo (R$ 3,1 bilhões), MRV (R$ 2,9 bilhões) e YDUQS (R$ 2,3 bilhões). Apenas o setor de ataque da seleção, com R$ 3,1 bilhões, já supera o valor de mercado da MRV e da YDUQS, equiparando-se ao da PetroReconcavo.

A disparidade financeira torna-se evidente ao analisar as maiores empresas do índice da B3. A seleção brasileira representa cerca de 7,5% do valor de mercado da Rede D’Or (R$ 73,1 bilhões), a décima maior da lista. Em relação à Petrobras, a companhia mais valiosa do Ibovespa com R$ 569,6 bilhões, o elenco convocado equivale a aproximadamente 1% do total. Outras gigantes do índice incluem Vale (R$ 323,9 bilhões), Ambev (R$ 256,6 bilhões), WEG (R$ 177,9 bilhões), Bradesco (R$ 170,7 bilhões), AXIA Energia (R$ 115,4 bilhões), Vivo (R$ 106,9 bilhões), Sabesp (R$ 97 bilhões) e B3 (R$ 73,5 bilhões).

Os dados, baseados em informações de 11 de junho, utilizam metodologias distintas. Para os atletas, o Transfermarkt estima valores com base em critérios como idade, desempenho, potencial, reputação, valor de marketing, riscos de lesão e condições contratuais, não representando necessariamente o preço de venda. Já o Ibovespa reflete o valor de mercado do free float das ações, seguindo regras de liquidez, representatividade e negociabilidade definidas pela B3, o que significa que a composição do índice não se baseia apenas no tamanho da empresa por receita ou lucro.

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