Economia

Empregados da Caixa Econômica Federal mantêm greve nacional após rejeitarem proposta do banco

15 de Setembro de 2026 às 07:24 3 min de leitura

Empregados da Caixa Econômica Federal mantêm greve por tempo indeterminado após rejeitarem proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. O impasse envolve a implementação de novas regras de custeio no plano Saúde Caixa e a oferta de prêmio financeiro

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Empregados da Caixa Econômica Federal mantêm greve nacional após rejeitarem proposta do banco
© VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

A greve nacional dos empregados da Caixa Econômica Federal continua por tempo indeterminado após a rejeição da proposta final apresentada pelo banco. A paralisação, iniciada na quinta-feira (10), foi mantida após assembleias realizadas na sexta-feira (11), como a da base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, onde 68% dos trabalhadores votaram contra os termos oferecidos.

O impasse teve origem na renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mais de 90% das bases sindicais já haviam descartado a proposta anterior, resultando no fechamento de agências em estados como Paraná e São Paulo, embora os terminais de autoatendimento tenham permanecido operacionais.

Divergências no Saúde Caixa

O ponto central do conflito reside no Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. A instituição propôs a implementação de 13 mensalidades e a criação de um piso de R$ 50 por beneficiário. As novas regras de custeio previam:

  • Contribuição salarial entre 2,3% e 4,1%, variando conforme a idade;
  • Cobrança por dependente entre R$ 480 e R$ 660;
  • Elevação do teto anual de coparticipação por grupo familiar de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil, com limite de 9%;
  • Aumento do valor de consultas em pronto-socorro, de R$ 75 para R$ 150, fora do teto;
  • Recadastramento anual obrigatório.

A proposta, que expirou na sexta-feira (11), incluía a isenção de coparticipação para telemedicina e uma janela de 90 dias para adesão de titulares fora do plano, sem possibilidade de retorno após eventual cancelamento.

Detalhes da oferta financeira

Além das mudanças no plano de saúde, a Caixa ofereceu um pacote que incluía um prêmio de R$ 3 mil por empregado e o pagamento do salário reajustado, do Super Caixa, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e do prêmio no dia 18 de setembro.

No âmbito do Saúde Caixa, o banco sugeriu elevar o limite de sua participação no custeio para a faixa de 6,5% a 8%, antecipar a parcela da 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030, e destinar R$ 236 milhões para ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027. O pagamento de valores do PAMS ocorreria a partir de 2027, com a criação de grupos de trabalho para discutir novas fontes de financiamento e eficiência do plano.

Impactos no atendimento e cenário bancário

Para mitigar os efeitos da paralisação, a Caixa orienta a utilização de canais digitais, como o aplicativo Caixa, internet Banking, WhatsApp, Caixa Tem e apps específicos de Habitação, FGTS, Cartões e DPVAT. O atendimento segue disponível via rede Banco24Horas, lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e pelos telefones 4004-0104 (capitais) e 0800-104-0104 (demais localidades).

Enquanto a Caixa avalia a possibilidade de ingressar com um dissídio coletivo na Justiça do Trabalho para solucionar o impasse, a instituição afirma manter o diálogo com os sindicatos.

O cenário diverge do observado no Banco do Brasil, onde a maioria das categorias aprovou a proposta da instituição e trabalhou normalmente na sexta-feira (11), embora a greve persista em 18 bases sindicais.

Com informações de Agência Brasil

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