Economia

Empresas de Gana e Angola adquirem drones noruegueses para a manutenção de FPSOs

02 de Novembro de 2026 às 18:01 3 min de leitura

Empresas de inspeção em Gana e Angola compraram drones Scout 137 e softwares da ScoutDI para manutenção de FPSOs. A Beam Global anunciou a operação em 27 de outubro de 2026, com entrega dos equipamentos prevista até o fim do ano

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Empresas de Gana e Angola adquirem drones noruegueses para a manutenção de FPSOs
No tanque de carga do FPSO Johan Castberg, a equipe usou o Scout 137 para examinar soldas e estruturas elevadas. Registro de 2024 divulgado pela ScoutDI e IKM Testing.

Empresas de inspeção em Gana e Angola adquiriram sistemas de drones Scout 137 e softwares de análise da norueguesa ScoutDI para a manutenção de FPSOs. O anúncio, realizado em 27 de outubro de 2026 pela norte-americana Beam Global, prevê a entrega dos equipamentos até o final deste ano. Embora os valores e a quantidade de unidades não tenham sido revelados, a operação integra a estratégia de expansão da Beam Global, que firmou acordo para a compra da fabricante norueguesa.

Tecnologia de inspeção em espaços confinados

O foco da tecnologia é a análise de tanques de armazenamento de petróleo em unidades flutuantes, estruturas expostas a corrosão, vibrações e esforço estrutural. O Scout 137 opera sem sinal de GPS e utiliza um cabo conectado a uma estação de apoio para transmissão de dados e energia, o que permite o tempo de voo ilimitado e elimina a necessidade de trocas constantes de baterias.

Para a coleta de dados, o equipamento utiliza:

  • Câmera 4K e iluminação própria para ambientes escuros;
  • Sensor LiDAR para a criação de mapas tridimensionais do interior dos tanques;
  • Módulo de medição ultrassônica de espessura (UTM), que verifica a perda de aço por corrosão via sinal refletido.

As imagens e medições são integradas ao Scout Portal, permitindo que engenheiros em terra consultem as ocorrências sem a necessidade de deslocamento até a unidade offshore.

Impacto operacional e segurança

A implementação dos drones visa reduzir a exposição de trabalhadores a riscos atmosféricos em espaços fechados, como a deficiência de oxigênio e a presença de vapores inflamáveis. A tecnologia substitui a montagem de andaimes e o trabalho por cordas em áreas de difícil acesso, como vigas e chapas elevadas.

A eficácia do sistema já foi documentada em outras operações:

  • Brasil: Em fevereiro de 2024, a TDBR utilizou a tecnologia em um FPSO na costa brasileira para a inspeção visual de nove travessas do convés interno. A atividade, considerada urgente, foi concluída por duas pessoas em menos de duas horas.
  • Noruega: A IKM Testing aplicou o drone na construção do FPSO Johan Castberg, totalizando 22 horas de inspeção remota para documentar revestimentos e soldas sem prejudicar a pintura nova da unidade.

Conformidade e limites técnicos

Apesar da automação da coleta de dados, a operação não anula as obrigações de segurança. No Brasil, a utilização de drones em espaços confinados continua sujeita à NR-33, que exige a identificação de riscos e a capacitação de pessoal. A robótica atua como ferramenta de triagem e diagnóstico, mas não substitui a limpeza de superfícies, reparos técnicos ou a intervenção de profissionais especializados.

Até o momento, a ScoutDI registra mais de 7 mil voos de inspeção em diversos setores industriais. As novas encomendas para o mercado africano representam a etapa comercial de expansão, sem que tenham sido detalhados os campos ou embarcações específicas que receberão a tecnologia.

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