Empresas públicas federais registram lucro líquido de R$ 169,4 bilhões em 2025
Empresas públicas e sociedades de economia mista da União lucraram R$ 169,4 bilhões em 2025, alta de 45,4% frente ao ano anterior. Petrobras, BNDES e Banco do Brasil concentraram 90,9% desse montante, enquanto os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões
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As empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União registraram um lucro líquido de R$ 169,4 bilhões em 2025, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (2) pelo Ministério da Gestão. O resultado representa um crescimento de 45,4% em comparação ao exercício de 2024, quando o lucro foi de R$ 116,5 bilhões.
O desempenho do conjunto das 44 estatais federais foi impulsionado majoritariamente por três instituições, que concentraram 90,9% do montante total. A Petrobras liderou o grupo com R$ 110,6 bilhões, correspondendo a cerca de 65% do lucro global. O BNDES e o Banco do Brasil somaram R$ 25,6 bilhões e R$ 17,8 bilhões, respectivamente.
Apesar da recuperação anual, o lucro de 2025 permanece abaixo dos patamares atingidos entre 2021 e 2023. Naquele período, os resultados foram de R$ 187,5 bilhões, R$ 275,1 bilhões e R$ 197,9 bilhões.
Em contrapartida, os Correios atingiram o maior prejuízo de sua série histórica, com uma perda de R$ 8,5 bilhões em 2025. O valor é mais que três vezes superior ao déficit de R$ 2,4 bilhões apurado em 2024, totalizando 14 trimestres consecutivos de resultados negativos.
Para mitigar as perdas, a estatal implementou a venda de ativos imobiliários, revisão de contratos, programa de demissão voluntária (PDV) e a contratação de um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União. Contudo, a trajetória financeira segue em declínio: no primeiro trimestre de 2026, o prejuízo foi de R$ 3,1 bilhões — alta de 82% em relação ao mesmo período do ano anterior —, com projeções de deterioração para o fechamento do ano.
Paralelamente, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou com ressalvas as contas do governo federal referentes a 2025, com alerta do relator sobre a situação das empresas estatais.