Economia

Entrada em operação da plataforma P-79 eleva produção de petróleo no Campo de Búzios

02 de Maio de 2026 às 06:10

A plataforma P-79 iniciou operações no Campo de Búzios em 1º de maio, elevando a produção de petróleo para cerca de 1,33 milhão de barris diários. A unidade amplia a oferta de gás em até 3 milhões de m³ por dia, com exportações via gasoduto Rota 3

A produção de petróleo no Campo de Búzios, na Bacia de Santos, subirá para aproximadamente 1,33 milhão de barris diários com a entrada em operação da plataforma P-79, ocorrida em 1º de maio. A unidade, que é a oitava a atuar no campo, antecipou seu início de atividades em três meses. Além do óleo, a operação ampliará a oferta nacional de gás em até 3 milhões de m³ por dia, com exportações para o continente via gasoduto Rota 3.

Construída na Coreia do Sul e entregue ao Brasil em fevereiro, a P-79 utilizou uma estratégia de comissionamento com equipe a bordo durante o transporte para acelerar a produção, método já aplicado na P-78, que iniciou operações em dezembro de 2025. A nova plataforma integra o módulo Búzios 8, composto por 14 poços, sendo oito produtores e seis injetores para manutenção da pressão do reservatório.

Localizado a 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro e a 2 mil metros de profundidade, o Campo de Búzios é a maior reserva de petróleo do Brasil, tendo superado a marca de 1 milhão de barris produzidos diariamente no ano passado. Atualmente, a exploração é realizada por um consórcio operado pela Petrobras, com a participação da PPSA e das empresas chinesas CNOOC e CNODC. O parque produtivo do campo conta ainda com as unidades P-74, P-75, P-76, P-77, P-78, Almirante Barroso e Almirante Tamandaré, com previsão de adição de mais quatro plataformas nos próximos anos, sendo três já em construção (P-80, P-82 e P-83) e uma em fase de licitação.

A expansão da capacidade produtiva ocorre simultaneamente a uma instabilidade nos preços internacionais do petróleo, provocada por conflitos no Oriente Médio. Desde 28 de fevereiro, ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã geraram retaliações, incluindo o bloqueio do Estreito de Ormuz. Como a passagem marítima escoa 20% da produção global de óleo e gás, a logística da indústria foi prejudicada, reduzindo a oferta e elevando as cotações globais.

Devido à natureza de commodity do petróleo e seus derivados, a alta de preços atinge inclusive países produtores. No cenário brasileiro, a dependência externa é evidenciada pela importação de 30% do diesel consumido internamente, embora a Petrobras projete a autossuficiência do combustível em cinco anos. Para mitigar a escalada de preços, o governo federal tem aplicado subsídios a importadores e produtores, além de isenções tributárias.

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