Espírito Santo retoma vice-liderança na produção nacional de petróleo em 2025
Em 2025, a produção de petróleo no Espírito Santo alcançou 193 mil barris diários, retomando a segunda posição no ranking nacional, que não era vista desde 2018. O Campo de Jubarte foi responsável por 77,3% do volume produzido no estado, com um aumento de 32,8% em relação ao ano anterior. A produção nacional totalizou 3,770 milhões de barris diários, com alta de 12,3% em comparação com 2024
A produção de petróleo no Espírito Santo atingiu 193 mil barris por dia em 2025, reconquistando a vice-liderança no ranking nacional, posição que não ocupava desde 2018. O desempenho foi impulsionado pelo Campo de Jubarte, localizado na Bacia de Campos, responsável por 77,3% do volume produzido no estado e com um aumento de 32,8% em relação ao ano anterior.
O crescimento capixaba contribuiu para a expansão da produção nacional, que alcançou 3,770 milhões de barris diários em 2025, um aumento de 12,3% em comparação com 2024. Apesar do protagonismo do Rio de Janeiro, que responde por 87,8% do óleo extraído no país, o Espírito Santo se destaca como um polo de produção em ascensão.
A entrada em operação do FPSO Maria Quitéria, em outubro de 2024, foi determinante para o aumento da produtividade em Jubarte. A plataforma tem capacidade para processar 100 mil barris de petróleo e 5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Ao final de 2025, o campo figurava como o quinto maior produtor do país, com média de 152 mil barris diários.
A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) aponta que o setor de petróleo teve um papel crucial no crescimento da produção industrial capixaba em 2025, que registrou um aumento de 11,6%, superando a média nacional de 0,6% divulgada pelo IBGE. Atualmente, mais de 600 empresas atuam na cadeia produtiva do setor no estado, gerando ao menos 15 mil empregos formais com remuneração acima da média nacional.
Apesar dos avanços, o Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (SindipetroES) ressalta que a produção atual ainda é inferior à registrada em 2016, quando o estado produzia quase 394 mil barris diários. O sindicato enfatiza a necessidade de investimentos na Bacia do Espírito Santo, que apresenta uma produção menor em comparação com a área da Bacia de Campos pertencente ao estado, e cobra das empresas que detêm os direitos de exploração um maior compromisso com a descoberta de novas reservas. A Findes projeta que a produção de petróleo no estado continuará a crescer nos próximos meses, com a retomada das atividades do FPSO Maria Quitéria após reparos programados.