Economia

Estados Unidos aplicam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros devido a alegações de desmatamento ilegal

16 de Julho de 2026 às 18:05

Os Estados Unidos aplicaram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após investigação do USTR sobre a exportação de madeiras ilegais. O governo brasileiro negou as irregularidades e afirmou que poderá acionar a Lei da Reciprocidade Econômica

Os Estados Unidos confirmaram a aplicação de uma tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros. A decisão ocorreu após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado para punir práticas que prejudiquem o comércio norte-americano.

Justificativas e Impasses Comerciais

O governo dos Estados Unidos sustenta que, embora o Brasil possua um marco legal robusto contra o desmatamento ilegal, há uma falha histórica na aplicação prática dessas leis. Para a gestão de Donald Trump, essa lacuna permite a continuidade de atividades irregulares, gerando vantagens comerciais desleais.

O USTR alega especificamente que o Brasil estaria inundando o mercado internacional com madeiras de origem ilegal, o que prejudicaria a competitividade de empresas norte-americanas.

Resposta do Governo Brasileiro

O Ministério do Meio Ambiente classificou as alegações como improcedentes e inverídicas. O ministro João Paulo Capobianco destacou que o sistema de exportação de madeira é um dos mais rigorosos do controle ambiental, com acompanhamento desde a origem na floresta até o embarque, sob monitoramento de técnicos da Receita Federal e do Ibama.

De acordo com o ministério, é impossível exportar madeira em portos brasileiros sem a devida comprovação da cadeia de custódia e a certificação do produto.

Reações Diplomáticas e Econômicas

O governo brasileiro manifestou indignação, afirmando que as ações de combate ao desmatamento foram distorcidas para justificar a sobretaxa, a qual não teria fundamento econômico, mas sim motivações políticas.

Embora uma lista extensa de produtos tenha sido excluída da nova taxa, a gestão do presidente Lula definiu a medida como um "marco lastimável" nas relações bilaterais. Como resposta, o Brasil informou que poderá acionar a Lei da Reciprocidade Econômica.

Com informações de G1

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