Expectativa de acordo entre Estados Unidos e Irã provoca queda nos preços do petróleo
O petróleo Brent caiu 5,51% (US$ 94,69) e o WTI recuou 5,81% (US$ 90,99) nesta segunda-feira (25). A queda reflete a expectativa de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz
O petróleo Brent recuou 5,51%, cotado a US$ 94,69, enquanto a modalidade West Texas Intermediate (WTI) registrou queda de 5,81%, atingindo US$ 90,99 por barril, nesta segunda-feira (25). A desvalorização, que superou 5% e levou a commodity ao menor patamar em duas semanas, reflete a expectativa de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.
O cenário de otimismo foi impulsionado por declarações de Donald Trump no sábado, que mencionou negociações amplas para um entendimento que possibilitaria a reabertura do Estreito de Ormuz. A rota é estratégica, pois concentrava cerca de 20% das exportações mundiais de gás natural liquefeito e petróleo antes do conflito. Contudo, a reabertura total do fluxo deve demorar meses devido à necessidade de reparos em instalações de gás e petróleo.
Apesar do movimento nos preços, divergências centrais persistem. No domingo, Trump instruiu seus representantes a não acelerarem as conversas. Nesta segunda-feira, o tom tornou-se mais cauteloso: o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, condicionou a busca por um "bom acordo" à possibilidade de a Casa Branca adotar "outra abordagem". Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, confirmou que as negociações focam no fim da guerra, excluindo pautas nucleares no momento.
No campo logístico, houve movimentações pontuais. Dois navios-tanque de gás natural liquefeito deixaram o Estreito de Ormuz nesta segunda-feira com destino à China e ao Paquistão. No sábado, um superpetroleiro com petróleo iraquiano partiu do Golfo para a China após três meses de retenção.
Paralelamente, a indústria de energia dos Estados Unidos expandiu a operação de plataformas de petróleo e gás natural pela quinta semana consecutiva, sequência não vista desde fevereiro de 2025. Na semana encerrada em 22 de maio, o número de sondas subiu sete unidades, totalizando 558 — o maior volume desde junho de 2025. Segundo a Baker Hughes, esse montante ainda é oito plataformas inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.