Expectativa de inflação para 2026 cai pela quarta semana consecutiva no Boletim Focus
O Banco Central reduziu a projeção do IPCA para 2026 para 5,12%, conforme o Boletim Focus. As estimativas para o PIB e o dólar no mesmo ano permanecem em 1,99% e R$ 5,20, respectivamente, enquanto a taxa Selic segue fixada em 14%

As projeções para o IPCA em 2026 recuaram para 5,12%, marcando a quarta queda consecutiva nas expectativas de inflação do mercado financeiro. O dado, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central no Boletim Focus, apresenta uma redução em relação aos 5,15% previstos na semana anterior e aos 5,33% registrados há um mês.
Indicadores de crescimento e câmbio
Enquanto a inflação recua, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) permanecem estáveis há quatro semanas, com previsão de crescimento de 1,99% para 2026. Para os anos seguintes, a projeção de expansão da economia é de 1,60% em 2027 e 2% em 2028.
No mercado de câmbio, a cotação do dólar para o fechamento de 2026 mantém-se em R$ 5,20 há seis semanas. As previsões para os períodos subsequentes indicam valores de R$ 5,28 em 2027 e R$ 5,30 em 2028.
Taxa Selic e política monetária
A expectativa para a taxa Selic em 2026 está fixada em 14% pela quinta semana seguida. Considerando que a taxa atual, definida pelo Copom em 17 de junho, é de 14,25%, o cenário indica a possibilidade de ao menos uma redução nos juros até o término de 2026.
O histórico recente da taxa básica mostra que, entre setembro de 2024 e junho de 2025, houve sete elevações sucessivas. No período de junho de 2025 a março de 2026, a Selic atingiu 15% ao ano, o patamar mais alto desde julho de 2006, quando chegou a 15,25%.
Para o longo prazo, as projeções de juros permanecem inalteradas, com estimativas de 12% para 2027 e 10,5% para 2028. A próxima definição da política monetária ocorrerá na reunião do Copom agendada para os dias 4 e 5 de agosto.