Expectativas do mercado para a inflação em 2026 recuam pela sexta semana consecutiva
O Boletim Focus do Banco Central reduziu a projeção do IPCA para 2026 para 5,02%, enquanto a Selic e o câmbio para o mesmo ano seguem em 13,75% e R$ 5,20. Para 2027, o PIB caiu para 1,52%, e as previsões para 2028 permanecem inalteradas

As expectativas do mercado financeiro para a inflação em 2026 recuaram pela sexta semana seguida. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central, a projeção para o IPCA agora é de 5,02%, valor inferior aos 5,03% da semana anterior e aos 5,16% previstos há um mês.
No mesmo período, a taxa Selic deve encerrar 2026 em 13,75%, mantendo a estimativa da última semana, enquanto o câmbio permanece estável em R$ 5,20 há dois meses.
Projeções para 2027 e 2028
Para o ano de 2027, a maioria dos indicadores manteve-se inalterada, com exceção do PIB, que sofreu uma leve redução, passando de 1,57% para 1,52%. As demais previsões para esse ano são de 4,22% para a inflação, R$ 5,28 para o dólar e 12% para os juros básicos.
Já para 2028, as projeções não sofreram alterações:
- Inflação: 3,80%
- PIB: 2%
- Cotação do dólar: R$ 5,30
- Taxa Selic: 10,50%
Política Monetária e Copom
A última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), finalizada em 5 de agosto, resultou na quarta queda consecutiva da taxa Selic, que baixou 0,25 ponto percentual, fixando-se em 14% ao ano. O Banco Central justifica a medida como parte de uma estratégia para convergir a inflação à meta, buscando estabilidade de preços, fomento ao emprego e redução das oscilações econômicas.
Internamente, o comitê identificou que a atividade econômica apresenta desaceleração gradual, apesar de um mercado de trabalho aquecido. Embora os núcleos de inflação tenham recuado e o índice recente tenha perdido força, os valores ainda superam o limite superior da meta.
No âmbito externo, o Banco Central mantém a cautela devido à política monetária de países desenvolvidos e às instabilidades causadas por conflitos no Oriente Médio.
O controle de preços é operado via Selic: juros elevados encarecem o crédito e financiamentos, reduzindo o consumo para frear a inflação, enquanto a redução dos juros visa estimular a economia sem descontrolar os preços.