Economia

Exportações brasileiras para os Estados Unidos crescem em junho após quase um ano de queda

04 de Julho de 2026 às 09:02

Exportações brasileiras para os Estados Unidos subiram 3,7% em junho de 2026, somando US$ 3,472 bilhões e gerando superávit de US$ 1 milhão. No primeiro semestre, o saldo com o país foi deficitário em US$ 1,522 bilhão. No mesmo período, as vendas para a China cresceram 21,9%, totalizando US$ 58,322 bilhões

Exportações brasileiras para os Estados Unidos crescem em junho após quase um ano de queda
© TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL

As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram alta de 3,7% em junho de 2026, totalizando US$ 3,472 bilhões. Este é o primeiro crescimento desde julho de 2025, período em que a gestão de Donald Trump estabeleceu uma sobretaxa de 50% sobre as mercadorias do Brasil. O resultado foi impulsionado por um aumento médio de 11% nos preços dos produtos, embora o volume embarcado tenha recuado 6,6%. No mesmo mês, as importações vindas do mercado norte-americano caíram 12,3%, fechando em US$ 3,471 bilhões e gerando um superávit de US$ 1 milhão para o Brasil.

Apesar do desempenho pontual em junho, o saldo do primeiro semestre permanece negativo. Entre janeiro e junho, as exportações para os Estados Unidos somaram US$ 17,428 bilhões, uma redução de 13% em comparação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 18,950 bilhões, queda de 12,5%, resultando em um déficit comercial de US$ 1,522 bilhão.

A China consolidou sua posição como principal parceiro comercial do Brasil. Em junho, as exportações para o país asiático atingiram US$ 12,291 bilhões, alta de 24,4%, enquanto as importações subiram 27,1%, chegando a US$ 7,801 bilhões, com superávit de US$ 4,490 bilhões. No acumulado do primeiro semestre, as vendas brasileiras para a China cresceram 21,9%, somando US$ 58,322 bilhões, e as compras totalizaram US$ 38,545 bilhões, alta de 8%, gerando um superávit de US$ 19,777 bilhões.

O comércio com a União Europeia também expandiu em junho, com exportações de US$ 4,888 bilhões (alta de 32,4%) e importações de US$ 4,708 bilhões (alta de 13,9%), resultando em superávit de US$ 180 milhões. No primeiro semestre, as exportações somaram US$ 26,906 bilhões, crescimento de 12,8%, e as importações foram de US$ 24,263 bilhões, queda de 0,4%, com superávit de US$ 2,643 bilhões. O governo considera prematuro mensurar os efeitos do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, vigente provisoriamente desde maio, embora Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, aponte que empresas já utilizam os benefícios do tratado.

Em contrapartida, as exportações para a Argentina recuaram 18,1% em junho, totalizando US$ 1,325 bilhão, devido à menor demanda do mercado vizinho. As importações argentinas subiram 17,2%, atingindo US$ 1,285 bilhão, com superávit de US$ 40 milhões. No primeiro semestre, as vendas para a Argentina caíram 19,4%, somando US$ 7,352 bilhões, enquanto as importações cresceram 3,8%, totalizando US$ 6,401 bilhões, com superávit de US$ 951 milhões.

Os dados foram publicados nesta sexta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Com informações de Agência Brasil

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