FGC aprova plano emergencial para garantir liquidez até março após impacto do Banco Master
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) enfrenta desafios financeiros após a liquidação do Banco Master e aprova um plano emergencial. O plano prevê antecipação imediata das contribuições futuras dos bancos associados ao fundo, com novos adiantamentos até 2028. As medidas visam garantir a liquidez necessária às instituições financeiras até o fim de março e preparar o terreno para uma possível reforma nas regras do FGC
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) enfrenta desafios financeiros significativos após a liquidação do Banco Master, que causou um impacto considerável no caixa do fundo. Para recompor o estoque líquido e garantir que as instituições financeiras tenham acesso à liquidez necessária até o fim de março, o conselho do FGC aprovou um plano emergencial.
O plano prevê a antecipação imediata de contribuições futuras dos bancos associados ao fundo. A medida visa garantir que os recursos disponíveis sejam compatíveis com os riscos do sistema financeiro. De acordo com o cronograma, as três parcelas mensais representam cinco anos de contribuições antecipadas.
Além disso, novos adiantamentos também estão previstos: mais 12 meses de aportes em 2027 e outros 12 meses em 2028. Essa medida visa reforçar o caixa do fundo e garantir que as instituições financeiras tenham acesso à liquidez necessária.
O FGC também está discutindo alternativas para recompor sua própria liquidez com as instituições associadas e com o Banco Central. Uma das propostas em discussão é a destinação de parte dos recursos do compulsório de depósitos à vista, que os bancos são obrigados a manter no Banco Central.
Até agora, o FGC desembolsou cerca de R$ 36 bilhões para ressarcir os credores do Banco Master. O fundo ainda não iniciou os pagamentos relacionados ao Will Bank e estima em aproximadamente R$ 6,3 bilhões as garantias necessárias.
A recomposição do caixa é vista pelo setor financeiro como etapa prévia a uma possível reforma nas regras do FGC. As discussões preliminares incluem medidas para ampliar a fiscalização da qualidade dos balanços das instituições associadas, restringir níveis elevados de alavancagem e reduzir a concentração da distribuição de produtos financeiros em poucas plataformas.
A crítica ao uso do FGC nos últimos anos vem principalmente dos bancos tradicionais de maior porte. Eles argumentam que algumas plataformas e instituições de menor porte usaram o fundo para alavancar balanços, com o FGC sendo usado arbitrariamente para recompor perdas de investidores num modelo insustentável.
O plano emergencial do FGC visa garantir a liquidez necessária às instituições financeiras e prepara o terreno para uma possível reforma das regras do fundo. A discussão sobre as alternativas para recompor a própria liquidez é um passo importante na direção de uma maior transparência e fiscalização no setor financeiro.
A medida visa garantir que os recursos disponíveis sejam compatíveis com os riscos do sistema financeiro até o fim de março. O cronograma prevê a antecipação imediata das contribuições futuras dos bancos associados ao fundo, e novos adiantamentos também estão previstos.
O FGC ainda não iniciou os pagamentos relacionados ao Will Bank e estima em aproximadamente R$ 6,3 bilhões as garantias necessárias. A recomposição do caixa é vista pelo setor financeiro como etapa prévia a uma possível reforma nas regras do fundo.
A crítica ao uso do FGC nos últimos anos vem principalmente dos bancos tradicionais de maior porte, que argumentam que o fundo foi usado arbitrariamente para recompor perdas de investidores num modelo insustentável.