Economia

Governo Central registra em julho o melhor superávit primário para o mês desde 2022

28 de Agosto de 2026 às 10:30 3 min de leitura

O Governo Central registrou superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho, resultado de receita líquida de R$ 226,3 bilhões e despesas de R$ 215,5 bilhões. O saldo mensal foi impulsionado por maior arrecadação de Imposto de Renda e menor pagamento de precatórios. No acumulado de 2026, o déficit primário soma R$ 81,3 bilhões

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Governo Central registra em julho o melhor superávit primário para o mês desde 2022
© MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

As contas do Governo Central fecharam julho com um superávit primário de R$ 10,8 bilhões, o melhor desempenho para este mês desde 2022. O dado, divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Tesouro Nacional, reverte a situação de julho de 2025, quando havia sido registrado um déficit de R$ 59,1 bilhões.

O resultado positivo do mês foi impulsionado por uma receita líquida de R$ 226,3 bilhões, representando uma alta real de 7,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Simultaneamente, as despesas totais recuaram para R$ 215,5 bilhões, uma queda real de 20,7%.

Composição do resultado e receitas

O saldo de julho foi composto por um superávit de R$ 33,3 bilhões do Tesouro Nacional, que compensou os déficits da Previdência Social (R$ 22,2 bilhões) e do Banco Central (R$ 302 milhões).

A elevação da arrecadação foi sustentada por três fatores principais:

  • Maior recolhimento do Imposto de Renda, especialmente devido ao pagamento trimestral de instituições financeiras;
  • Expansão da receita previdenciária, reflexo do recorde de emprego formal;
  • Alta na exploração de recursos naturais, motivada pela valorização do petróleo após o conflito no Oriente Médio.

Já a redução dos gastos no mês decorreu, primordialmente, do menor volume de pagamentos de precatórios, visto que parte desses valores foi liquidada antecipadamente no primeiro semestre.

Acumulado do ano e investimentos

Apesar do resultado mensal, o Governo Central mantém um saldo negativo no acumulado de 2026, com um déficit primário de R$ 81,3 bilhões — alta nominal de 15,6% e real de 12,4%. No período de 12 meses, o rombo soma R$ 71,6 bilhões, o que equivale a 0,55% do Produto Interno Bruto (PIB).

No balanço anual, a receita líquida totaliza R$ 1,499 trilhão, enquanto as despesas chegam a R$ 1,580 trilhão. Individualmente, o Tesouro Nacional acumula superávit de R$ 177,7 bilhões, contra déficits de R$ 258,4 bilhões da Previdência e R$ 627 milhões do Banco Central.

Quanto aos investimentos, houve uma queda real de 29,9% em julho (R$ 6,7 bilhões), mas o montante investido entre janeiro e julho soma R$ 56,5 bilhões, um crescimento real de 42,7%.

Metas fiscais e arcabouço

Para 2026, a meta fiscal estabelece um superávit primário de R$ 34,3 bilhões (0,25% do PIB), com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual, permitindo a aceitação de um resultado zero.

Essas metas, definidas pelo arcabouço fiscal, excluem gastos com saúde, educação, defesa e o pagamento de precatórios. Quando esses custos são incluídos no cálculo, a projeção para o resultado primário de 2026 altera-se para um déficit de R$ 52 bilhões.

Com informações de Agência Brasil

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