Economia

Governo federal analisa aplicação de Lei da Reciprocidade Econômica após tarifas impostas pelos Estados Unidos

15 de Agosto de 2026 às 12:20

O governo federal iniciou a análise técnica para verificar se tarifas dos Estados Unidos justificam a ativação da Lei da Reciprocidade Econômica. A Amcham manifestou-se contra retaliações, com 90,5% das empresas consultadas defendendo o diálogo diplomático. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a estratégia incluirá a escuta de empresários

-0:00
Governo federal analisa aplicação de Lei da Reciprocidade Econômica após tarifas impostas pelos Estados Unidos
© FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL

O governo federal iniciou, nesta quinta-feira (13), o processo formal de análise para determinar se a aplicação de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras justifica a ativação da Lei da Reciprocidade Econômica. A medida não implica a implementação imediata de contratarifas, mas estabelece a fase de avaliação técnica para verificar a viabilidade de respostas legais contra produtos norte-americanos.

Posicionamento do setor empresarial

A Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham), entidade que reúne empresas de ambos os países com interesses comerciais mútuos, manifestou-se contrária à adoção de retaliações. A organização argumenta que contramedidas podem elevar os custos para consumidores e empresas, prejudicar investimentos e desestabilizar cadeias produtivas.

Para a Amcham, a escalada comercial e política poderia restringir o diálogo e dificultar a obtenção de uma solução negociada entre as nações. Esse posicionamento é respaldado por dados internos da entidade:

  • 90,5% das empresas consultadas defendem a priorização do diálogo diplomático e comercial;
  • 3,2% das empresas manifestaram apoio à aplicação de medidas de reciprocidade.

Próximos passos e governança

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a estratégia de resposta ao tarifaço incluirá a escuta de empresários brasileiros e estrangeiros para mensurar os impactos reais da aplicação da lei. A Amcham reforça a necessidade de que esse processo seja conduzido com moderação, equilíbrio e a participação ativa do setor empresarial na avaliação dos impactos econômicos.

Notícias Relacionadas