Governo federal condiciona a atração de novos investimentos à manutenção da responsabilidade fiscal e jurídica
O governo federal vinculou a atração de investimentos à responsabilidade fiscal e à segurança jurídica. Na quinta-feira (5), o Conselho para Industrialização de Minerais Críticos definiu como estratégicos o níquel, nióbio, potássio, grafita e terras raras. Paralelamente, gestores e economistas discutiram a condução da economia após a interrupção do corte de juros pelo Banco Central
O governo federal condiciona a atração de novos investimentos à manutenção da responsabilidade fiscal e da segurança jurídica. Durante a 1ª reunião do Conselho para Industrialização de Minerais Críticos, realizada nesta quinta-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a organização da economia é fundamental para despertar o interesse de investidores, que buscam retorno financeiro e estabilidade para aplicar recursos no Brasil.
Minerais Críticos e Estratégicos
Como resultado do encontro, o Conselho aprovou a listagem de minerais classificados como críticos e estratégicos para o desenvolvimento nacional. A lista contempla:
- Terras raras;
- Grafita;
- Níquel;
- Potássio;
- Nióbio.
Articulação Econômica no Alvorada
Paralelamente, o Palácio da Alvorada sediou uma reunião de quatro horas, iniciada ao meio-dia desta quinta-feira, para debater a condução da economia após a decisão do Banco Central de interromper o ciclo de corte de juros na quarta-feira (4).
O grupo de discussão foi composto por figuras centrais da gestão e do pensamento econômico do PT, incluindo:
- Geraldo Alckmin (vice-presidente);
- Dario Durigan (ministro da Fazenda);
- Bruno Moretti (Planejamento), Miriam Belchior (Casa Civil) e Esther Dweck (Gestão);
- Fernando Haddad, Aloizio Mercadante e Guido Mantega (ex-ministros);
- Luciano Coutinho, Eduardo Moreira e Laura Carvalho (economistas).
Ao final da agenda, o ministro da Fazenda reiterou que o governo manterá os compromissos fiscais e as metas sociais assumidas durante a campanha eleitoral, ressaltando a inexistência de soluções imediatas ou simplistas para o cenário econômico brasileiro.