Governo federal descarta a apresentação de um novo ajuste fiscal até o fim do ano
O governo federal descartou um novo ajuste fiscal para este ano, conforme anunciado por José Guimarães nesta terça-feira (27). A decisão ocorre após a B3 recuar 13,88% e o dólar subir 8,21% na segunda-feira (26). A agenda priorizará a PEC da Segurança Pública, o fim das bets e a PEC do transporte público gratuito
O governo federal descartou a apresentação de um novo ajuste fiscal até o encerramento deste ano. A declaração foi feita nesta terça-feira (27) por José Guimarães, ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) e responsável pela articulação política da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Reação do mercado financeiro
O posicionamento ocorre após a instabilidade nos indicadores econômicos registrada na segunda-feira (26), reflexo da reeleição do presidente Lula ocorrida no domingo (25). A B3 registrou a maior queda desde 2020, com recuo de 13,88%, movimento que forçou o acionamento do circuit breaker após a perda de mais de 10 pontos.
No mercado de câmbio, o dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,4027, representando uma alta de 8,21%. A moeda atingiu a máxima de R$ 5,6048 durante a sessão, configurando o maior salto percentual diário desde 18 de janeiro de 1999, quando houve uma valorização de 11,35%.
Prioridades legislativas
Em vez de medidas fiscais, a agenda do governo para o restante do ano concentrar-se-á na aprovação de três pautas específicas:
- A proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública;
- A medida provisória que determina o fim das bets;
- A PEC que institui o transporte público gratuito aos finais de semana.