Economia

Governo federal estuda ajustes no Programa Move Brasil para atrair bancos privados ao crédito automotivo

20 de Agosto de 2026 às 12:50

O governo federal analisa mudanças no Programa Move Brasil para atrair bancos privados ao crédito para taxistas e motoristas de aplicativo. A medida visa facilitar a comprovação de renda dos trabalhadores para ampliar o financiamento de veículos

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Governo federal estuda ajustes no Programa Move Brasil para atrair bancos privados ao crédito automotivo
© ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL

O governo federal estuda ajustes no Programa Move Brasil, em vigor desde 27 de julho, para estimular a adesão de instituições financeiras privadas ao crédito destinado a taxistas e motoristas de aplicativo. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta quarta-feira (19) que a equipe econômica analisa mudanças legais e operacionais para ampliar a participação desses bancos, que têm demonstrado menor interesse em oferecer as linhas de crédito em comparação ao Banco do Brasil e à Caixa.

O programa disponibiliza financiamentos com juros reduzidos para a aquisição de veículos de trabalho, abrangendo carros novos de até R$ 150 mil, além de seminovos, motocicletas e bicicletas. Embora o volume de operações seja considerado relevante e satisfatório, o resultado para a categoria de automóveis permanece abaixo das projeções iniciais, mesmo com a existência de garantias governamentais.

Integração de dados e crédito

Para reverter o cenário, o Ministério da Fazenda planeja testar melhorias na integração entre os bancos e as plataformas de transporte. O objetivo é facilitar o acesso a informações precisas sobre a renda dos trabalhadores, simplificando a análise de crédito pelas instituições privadas.

Durante reunião no Palácio da Alvorada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a gestão econômica também monitorou a performance de outras iniciativas, como o Programa Desenrola, linhas de crédito para ônibus, caminhões e motocicletas, além de medidas de suporte a empresas e trabalhadores.

Relações comerciais e reciprocidade

No âmbito do comércio exterior, o governo brasileiro avalia a aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica (Lei 15.122/2025) em resposta à tarifa de 37,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. O mecanismo permite que o Brasil adote medidas contra ações unilaterais que prejudiquem as exportações brasileiras.

A análise atual não implica a aplicação imediata de novas tarifas, mas consiste em uma etapa de consultas diplomáticas e avaliação de impactos. O governo mantém a abertura para negociações com Washington, e a adoção da reciprocidade é vista como um instrumento que pode auxiliar nas tratativas, desde que executada com cautela e após a escuta dos setores afetados.

Como alternativa de apoio aos exportadores prejudicados, o governo estuda a extensão do regime de drawback — que suspende ou reduz tributos sobre insumos de produtos destinados ao mercado externo —, ação que integra o programa Brasil Soberano.

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