Governo federal garante R$ 7 bilhões para viabilizar empréstimo destinado aos Correios
O governo federal garantiu R$ 7 bilhões para um empréstimo aos Correios, parte de um plano de reestruturação para 2025-2027 que inclui a injeção de mais R$ 6 bilhões. A estatal registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre e recebeu autorização para vender seguros, títulos de capitalização e serviços de telefonia
O governo federal formalizou a concessão de uma garantia de R$ 7 bilhões para viabilizar um empréstimo de um consórcio bancário destinado aos Correios. A medida, publicada no Diário Oficial da União por meio de despacho do ministro da Fazenda, Dario Durigan, ocorre após a definição do segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25), que elegeram Luiz Inácio Lula da Silva.
O recurso integra o plano de reestruturação da estatal previsto para o triênio entre 2025 e 2027. A operação financeira já constava nas demonstrações do primeiro semestre da empresa, divulgadas em agosto, e havia sido prevista para ocorrer em setembro. Além do empréstimo, existe um compromisso do governo federal para injetar R$ 6 bilhões na companhia até o encerramento de 2027.
Saúde financeira e resultados
A estatal acumula 15 trimestres consecutivos de resultados negativos. No primeiro semestre deste ano, o prejuízo totalizou R$ 5,6 bilhões. Embora a empresa tenha registrado um prejuízo recorde no primeiro trimestre de 2026, os dados do segundo trimestre mostram uma redução nas perdas em comparação ao quarto trimestre de 2025 e ao primeiro deste ano, indicando uma leve recuperação financeira.
O desempenho dos Correios impacta diretamente o balanço das empresas públicas. Nos oito primeiros meses do ano, o déficit das estatais federais atingiu R$ 6,51 bilhões, conforme dados do Banco Central. O montante é o maior registro parcial do ano e aproxima-se do recorde histórico de rombo anual, contabilizado em R$ 6,73 bilhões em 2024.
Diversificação de receitas
Para mitigar o déficit, o Ministério da Gestão implementou um plano de reequilíbrio financeiro. Como parte dessa estratégia, o governo autorizou, em maio, que a estatal diversifique sua atuação no mercado. Agora, os Correios podem operar nos seguintes segmentos:
- Venda de seguros;
- Comercialização de títulos de capitalização;
- Atuação no mercado de telefonia.
A execução desses serviços ocorrerá por meio de convênios firmados com instituições financeiras.