Economia

Governo federal planeja linhas de crédito para empresas após o fim da escala de trabalho 6x1

17 de Outubro de 2026 às 07:09 2 min de leitura

O governo federal criará linhas de crédito e programas de capacitação para empresas após o fim da escala 6x1, que reduz a jornada para 40 horas semanais. O apoio financeiro inclui a ampliação do limite de crédito para pequenos negócios para R$ 500 mil

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Governo federal planeja linhas de crédito para empresas após o fim da escala de trabalho 6x1
© FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL

O governo federal planeja a criação de linhas de crédito e programas de capacitação para auxiliar empresas na transição após a promulgação, nesta sexta-feira (16), do fim da escala de trabalho 6x1. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, indicou que o apoio financeiro e técnico será direcionado a negócios que enfrentarem dificuldades para reorganizar suas atividades diante da nova regra.

A mudança aprovada pelo Congresso estabelece a redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem a redução dos salários. Segundo Durigan, entre 68% e 70% dos postos de trabalho no Brasil não utilizam a escala 6x1, mas a equipe econômica ainda avalia quais setores e portes de empresa serão mais impactados.

Apoio financeiro e modernização

Para viabilizar a adaptação, o governo prevê financiamentos específicos voltados à inovação e modernização de processos. O objetivo é que a adoção de novas tecnologias e o treinamento de funcionários permitam a manutenção da produção mesmo com a redução dos dias trabalhados, o que, na visão do ministro, pode elevar a produtividade e diminuir a rotatividade de pessoal.

No suporte a pequenos negócios, o governo já elevou o limite de crédito de R$ 250 mil para R$ 500 mil, abrangendo operações de capital de giro. Para a capacitação técnica, o Ministério da Fazenda pretende atuar em parceria com o Sebrae e outros sistemas de treinamento.

Durigan descartou a implementação de desoneração da folha de pagamento ou compensações diretas aos empregadores, reiterando que o foco será o crédito direcionado, similar ao que está previsto para a transição da reforma tributária.

Equilíbrio fiscal e juros

Paralelamente às mudanças trabalhistas, o ministro apontou a taxa de juros como um desafio central para a economia. A estratégia do governo é manter o ajuste das contas públicas e a busca por superávits primários de forma gradual, evitando alterações bruscas que gerem imprevisibilidade no mercado.

Sobre a meta de ajuste fiscal de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em curto prazo, discutida no período eleitoral, Durigan afirmou que tal medida exigiria cortes em políticas públicas e programas sociais, razão pela qual a gestão prioriza a preservação dessas ações para não prejudicar a atividade econômica.

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