Economia

Governo prorroga prazo para trabalhadores informais renegociarem dívidas pelo Desenrola Adimplentes até 26 de outubro

29 de Setembro de 2026 às 06:56 2 min de leitura

O prazo para trabalhadores informais renegociarem débitos pelo Desenrola Adimplentes foi prorrogado até 26 de outubro. Para aderir, é necessário ter quitado ao menos quatro parcelas e possuir atrasos inferiores a 90 dias

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Governo prorroga prazo para trabalhadores informais renegociarem dívidas pelo Desenrola Adimplentes até 26 de outubro
© RAFA NEDDERMEYER/AGÊNCIA BRASIL

Trabalhadores informais têm agora até 26 de outubro para renegociar débitos por meio do Desenrola Adimplentes. O prazo foi estendido por 30 dias, coincidindo com o término da vigência da medida provisória que instituiu a iniciativa. Originalmente, o programa previa um período de 90 dias, que se encerraria na semana passada.

A prorrogação foi formalizada através da medida provisória que criou o Desenrola 3.0. O governo justificou a extensão devido a entraves operacionais que atrasaram a implementação do sistema. Embora a norma tenha sido publicada em 29 de junho, as renegociações efetivas só tiveram início em 10 de agosto.

Regras de adesão e operação

Para acessar as condições de repactuação, o beneficiário deve preencher dois requisitos cumulativos:

  • Ter quitado, no mínimo, quatro parcelas do financiamento;
  • Estar com os pagamentos em dia ou com atraso inferior a 90 dias.

O atraso no início das operações ocorreu após a necessidade de ajustes nas regras de participação das instituições financeiras, solicitações feitas pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil, que operam o programa.

Público-alvo e desafios de adesão

O foco do programa são trabalhadores sem vínculo formal de emprego, grupo que enfrenta barreiras na comprovação de renda e, consequentemente, acaba recorrendo a linhas de crédito com juros elevados. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o objetivo é permitir que esse público reorganize suas dívidas em condições mais favoráveis.

Apesar da intenção governamental, o setor bancário privado demonstrou resistência ao modelo, apresentando baixo interesse em renegociar dívidas que ainda não haviam vencido. Para tentar reverter a baixa adesão, o governo implementou a portabilidade de crédito, permitindo que bancos públicos ofereçam condições de repactuação adequadas aos clientes.

Com informações de Agência Brasil

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