Economia

Governo reduz estimativa de superávit da balança comercial para 2026 devido à queda do petróleo

07 de Outubro de 2026 às 12:27 3 min de leitura

O governo brasileiro reduziu a projeção do superávit da balança comercial para 2026, de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões, devido à queda nos preços do petróleo. As exportações e importações para o período foram estimadas em US$ 382,5 bilhões e US$ 298,1 bilhões, respectivamente

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Governo reduz estimativa de superávit da balança comercial para 2026 devido à queda do petróleo
© TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL

O governo brasileiro revisou para baixo a estimativa do superávit da balança comercial para 2026, reduzindo a projeção de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. O ajuste, realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), é reflexo da queda nos preços do petróleo. Mesmo com a redução, o valor projetado indica um crescimento de 24% em comparação ao saldo de US$ 68,1 bilhões registrado em 2025.

Impacto do petróleo nas projeções

A volatilidade do Brent impactou diretamente as previsões, já que o Brasil exporta petróleo bruto e importa derivados. Embora a cotação tenha atingido US$ 138 em abril, devido ao conflito entre Estados Unidos e Irã, o preço estabilizou-se em torno de US$ 100.

Essa oscilação resultou em novos números para as trocas comerciais em 2026:

  • Exportações: estimadas em US$ 382,5 bilhões (redução de US$ 11,9 bilhões frente à projeção anterior de US$ 394,4 bilhões).
  • Importações: estimadas em US$ 298,1 bilhões (queda de US$ 6,3 bilhões em relação aos US$ 304,4 bilhões previstos anteriormente).

Apesar da revisão, a expectativa é que as vendas externas cresçam 9,8% e as compras avancem 6,4% em relação a 2025.

Histórico e metas de fechamento

Esta é a segunda alteração nas estimativas do Mdic para 2026. O governo havia previsto inicialmente um superávit de US$ 72,1 bilhões, valor que foi elevado para US$ 90 bilhões em julho, antes da redução atual. Se confirmada, a marca de US$ 84,4 bilhões será o segundo maior saldo da série histórica, superada apenas pelos US$ 98,9 bilhões alcançados em 2023.

Para concretizar esse resultado, o país deve registrar um superávit de aproximadamente US$ 22 bilhões entre outubro e dezembro. O montante é similar aos US$ 21,8 bilhões obtidos no último trimestre de 2025. Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, afirma que a projeção está alinhada ao desempenho observado até setembro.

Desempenho recente da balança comercial

Em setembro, a balança comercial apresentou um superávit de US$ 7,74 bilhões, o que representa uma alta de 146,4% comparado aos US$ 3,14 bilhões do mesmo período de 2025. O resultado foi o maior desde junho, quando o saldo atingiu US$ 9 bilhões.

O desempenho do mês foi impulsionado por:

  • Exportações: US$ 34,42 bilhões (alta de 12,9% anual).
  • Importações: US$ 26,68 bilhões (queda de 2,4%).

O crescimento das vendas externas em setembro foi puxado pelo aumento de 9,9% nos preços das mercadorias e por uma alta de 2,3% no volume embarcado. Na média diária, as exportações cresceram 18,3%, considerando que o mês teve 21 dias úteis. O petróleo bruto foi determinante para o resultado, com vendas de US$ 6,49 bilhões, um salto de 77,3% em relação a setembro do ano anterior.

Com informações de Agência Brasil

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