Economia

Governo renova cotas de importação com alíquota zero para veículos eletrificados por seis meses

24 de Junho de 2026 às 15:01

O governo federal renovou por seis meses, a partir de 1º de julho, a alíquota zero para importação de veículos eletrificados nos regimes CKD e SKD, com limite de US$ 463 milhões. Paralelamente, o Gecex manteve a elevação de tarifas, com a alíquota para modelos SKD subindo para 35% em julho

Governo renova cotas de importação com alíquota zero para veículos eletrificados por seis meses
© FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL

O governo federal renovou, por seis meses a partir de 1º de julho, as cotas de importação com alíquota zero para veículos eletrificados nos regimes de desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD). A medida estabelece um limite de US$ 463 milhões para a entrada desses automóveis, que permitem a montagem final em território brasileiro. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, a iniciativa visa reduzir os preços para o consumidor e fortalecer a indústria automotiva nacional, especialmente com a instalação de montadoras em São Paulo e na Bahia para a produção de modelos híbridos e híbridos flex, o que impacta a geração de emprego e renda.

Paralelamente, o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) manteve o cronograma de elevação das tarifas de importação. A partir de julho, a alíquota para veículos semidesmontados (SKD) sobe para 35%. No caso dos modelos desmontados (CKD), a tarifa permanece em 14% até o final de 2026, com a elevação para 35% prevista para janeiro de 2027. O ministro reiterou que o imposto de importação para todos os veículos atingirá 35% em janeiro do próximo ano, rejeitando pressões para que esse aumento fosse adiado ou reduzido.

A manutenção das cotas com alíquota zero é criticada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que aponta riscos para as empresas de autopeças, trabalhadores e fabricantes já estabelecidos no Brasil. Em resposta, Márcio Elias Rosa afirmou que o governo oferece instrumentos de fomento e apoio para quem opta por fabricar no país, condicionando o acesso a linhas de financiamento à produção nacional, sem que isso signifique a criação de barreiras à importação.

Com informações de Agência Brasil

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