Economia

IBC-Br avança 0,2% no segundo trimestre e indica desaceleração da economia brasileira

17 de Agosto de 2026 às 09:47

O IBC-Br cresceu 0,2% no segundo trimestre de 2026, segundo o Banco Central. O índice registrou alta de 0,5% na indústria, 0,3% na agropecuária e queda de 0,1% nos serviços. Em junho, houve recuo de 0,6% em relação ao mês anterior

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IBC-Br avança 0,2% no segundo trimestre e indica desaceleração da economia brasileira
Arquivo-Fiems

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), indicador utilizado como prévia do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,2% no segundo trimestre deste ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (17). O resultado, calculado com ajuste sazonal, aponta para uma forte desaceleração da economia brasileira, visto que a expansão registrada no primeiro trimestre de 2026 foi de 1,3%.

Este desempenho representa o pior resultado do indicador desde o terceiro trimestre de 2025, período em que houve uma retração de 0,5%.

Desempenho por setores e indicadores mensais

A atividade econômica apresentou comportamentos distintos entre as áreas produtivas no segundo trimestre:

  • Indústria: + 0,5%
  • Agropecuária: + 0,3%
  • Serviços: - 0,1%

No recorte mensal, o IBC-Br recuou 0,6% em junho em relação a maio, marcando a primeira queda em três meses e revertendo a estabilidade observada em fevereiro. Já na comparação sem ajuste sazonal, o índice registrou alta de 2% em relação a junho de 2025.

No acumulado de 12 meses até junho, a expansão foi de 1,5%, mesmo percentual observado na comparação com o primeiro trimestre de 2025 (também sem ajuste sazonal).

Estratégia monetária e estímulos fiscais

A desaceleração do ritmo de crescimento é parte da estratégia do Banco Central para conter pressões inflacionárias. Na ata da última reunião do Copom, a autarquia destacou que o hiato do produto permanece positivo, indicando que a economia opera acima de seu potencial de crescimento sem gerar inflação.

Esse cenário contrasta com as medidas de estímulo adotadas pelo governo em ano eleitoral para fomentar a demanda e reduzir o endividamento, tais como:

  • Isenção de Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil;
  • Liberação de saldos do FGTS;
  • Oferta de linhas de crédito com custos reduzidos.

Projeções e metodologia

Para o fechamento de 2026, a expectativa é de que a economia brasileira cresça cerca de 2%, patamar inferior aos 2,3% registrados no ano anterior.

Diferente do PIB, calculado pelo IBGE, o IBC-Br baseia-se em um conjunto mais restrito de informações, incorporando estimativas de impostos, indústria, serviços e agropecuária, mas desconsiderando a demanda. O índice é peça fundamental para a definição da taxa básica de juros, pois um crescimento acelerado tende a elevar a pressão inflacionária, dificultando a redução dos juros.

O dado oficial do PIB referente ao segundo semestre será divulgado pelo IBGE no dia 1º de setembro.

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