IBC-Br registra queda de 0,2% em julho e indica segundo mês consecutivo de retração
O IBC-Br recuou 0,2% em julho, segundo o Banco Central, com quedas na agropecuária (1,2%) e na indústria (0,4%). O indicador apresenta alta de 1,5% no acumulado do ano e crescimento de 1,1% em relação a julho do ano anterior
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/B/c/dpPOhuQKuYLpJUE7j3yA/edig1-2026-08-11t180736.626.png)
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) registrou queda de 0,2% em julho, na comparação com junho, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (16). Apesar do recuo, o resultado indica uma desaceleração menor do que a observada em junho, quando a contração foi de 0,9%. Este é o segundo mês consecutivo de retração do indicador, calculado com ajuste sazonal.
Desempenho setorial e acumulados
A retração de julho foi puxada principalmente pelo setor de agropecuária, que recuou 1,2%, e pela indústria, com queda de 0,4%. Já o setor de serviços permaneceu estável no período.
Quando analisados sem ajuste sazonal, os números mostram expansão em prazos mais longos:
- Comparação anual: crescimento de 1,1% em relação a julho do ano anterior;
- Acumulado do ano: alta de 1,5%;
- Últimos 12 meses: avanço de 1,5%.
Estímulos governamentais e inflação
O cenário econômico atual é marcado por medidas do governo para fomentar a demanda por produtos e serviços e diminuir o endividamento dos cidadãos. Entre as ações implementadas estão a isenção do imposto de renda para rendimentos de até R$ 5 mil, a liberação de recursos do FGTS e a oferta de linhas de crédito com custos reduzidos.
Contudo, essas iniciativas impactam a estratégia de controle da inflação. O Banco Central defende que um ritmo de crescimento mais lento é necessário para conter pressões nos preços. Em ata de reunião do Copom publicada em agosto, a autarquia destacou que o hiato do produto permanece positivo, indicando que a economia opera acima de sua capacidade de crescimento sem gerar inflação.
Impactos na taxa de juros e projeções
O IBC-Br funciona como uma prévia do PIB, embora utilize metodologia distinta da do IBGE por focar em estimativas de setores e impostos, sem considerar a demanda. Esse indicador é fundamental para a definição da taxa básica de juros, já que a expansão econômica tende a elevar a pressão inflacionária, dificultando a redução dos juros.
Para o fechamento de 2026, a expectativa é de desaceleração da economia, com projeção de expansão de 1,89%, valor inferior aos 2,3% registrados no ano passado.