Ibovespa fecha em alta impulsionado por mineradoras e bancos enquanto dólar atinge pico de duas semanas
O Ibovespa fechou a segunda-feira (27) com alta de 0,74%, aos 175.334 pontos, impulsionado por bancos e mineradoras. O dólar subiu devido ao cenário externo e à queda do petróleo, que recuou 6,33% no contrato *Brent
O Ibovespa encerrou a segunda-feira (27) com alta de 0,74%, atingindo os 175.334 pontos e movimentando R$ 19,2 bilhões em volume financeiro. O desempenho positivo foi impulsionado por papéis de mineradoras e bancos, que neutralizaram as perdas registradas pelas empresas do setor petrolífero.
Em contrapartida, o dólar subiu, alcançando seu patamar mais elevado em duas semanas. O movimento foi motivado pelo cenário externo e pela queda acentuada do petróleo, fator que prejudica os termos de troca do Brasil, na condição de exportador líquido da commodity, e reduz a atratividade do real. Apesar da alta no dia, a moeda americana apresenta recuo de 0,98% em julho e de 6,86% no acumulado de 2026.
Queda nas commodities e cenário global
O mercado internacional de petróleo sofreu uma forte correção após a valorização da semana anterior. O Brent, referência para a Petrobras, recuou 6,33%, fechando a US$ 85,87 por barril, enquanto o WTI caiu 7,50%, cotado a US$ 82,61.
A desvalorização foi desencadeada por sinais de trégua entre Estados Unidos e Irã. O presidente Donald Trump confirmou a manutenção de conversas com Teerã e a possibilidade de um acordo, o que diminuiu os temores de interrupções na oferta global e reduziu o prêmio de risco nas cotações.
Mesmo com a melhora diplomática, a volatilidade persiste devido às restrições operacionais no Estreito de Ormuz e a inseguranças nas rotas marítimas de transporte.
Fatores de influência e política monetária
O ambiente externo apresentou maior apetite ao risco, favorecendo a bolsa brasileira, enquanto o índice DXY — que monitora o dólar frente a moedas fortes — fechou com leve alta.
Os investidores mantêm o foco em três pontos centrais:
- A decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), prevista para quarta-feira;
- O impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros;
- A conjuntura política interna do Brasil.