Ibovespa fecha quarta-feira em alta e consolida crescimento de 5,03% no mês de setembro
O Ibovespa fechou a quarta-feira com alta de 1,37%, atingindo 186.340,46 pontos. O dólar recuou 0,76% para R$ 5,174, enquanto o petróleo Brent subiu 1,94%, cotado a US$ 98,03 por barril

O Ibovespa encerrou a quarta-feira com alta de 1,37%, atingindo os 186.340,46 pontos. O índice, que oscilou entre a mínima de 183.879,71 e a máxima de 187.834,97 pontos no pregão, consolidou um crescimento de 5,03% no mês de setembro. No acumulado do terceiro trimestre, a valorização da bolsa brasileira foi de 8,32%, enquanto em 2026 a alta soma 15,65%.
O desempenho positivo foi sustentado por papéis de bancos e setores voltados ao mercado interno, além de um cenário externo favorável aos ativos de risco. O fluxo de capital estrangeiro foi determinante para o resultado mensal: até 28 de setembro, a B3 registrou a entrada líquida de R$ 9,569 bilhões. No ano, o saldo positivo de investidores externos chega a quase R$ 29 bilhões, revertendo a saída de R$ 18,1 bilhões ocorrida em agosto e superando a entrada de R$ 4,3 bilhões registrada em julho.
Câmbio e Inflação nos Estados Unidos
O dólar recuou 0,76% no dia, cotado a R$ 5,174, fechando setembro com uma leve queda de 0,15%. Apesar do recuo mensal, a moeda americana avançou 0,23% no terceiro trimestre, embora mantenha uma desvalorização acumulada de 5,75% em 2026.
A movimentação do câmbio foi impulsionada por indicadores de inflação nos Estados Unidos que vieram abaixo do previsto. O PCE (índice de preços de gastos com consumo) cheio subiu 0,3% em agosto, contra a projeção de 0,4%. Já o núcleo do índice, que desconsidera alimentos e energia, teve alta de 0,2%, enquanto a expectativa era de 0,3%.
Esses números reduziram a probabilidade de o Federal Reserve elevar as taxas de juros em outubro, impactando os rendimentos dos títulos do Tesouro americano. No contexto regional, o real apresentou performance positiva frente a outras moedas da América Latina, com investidores atentos ao cenário eleitoral brasileiro, embora as pesquisas não tenham sido o fator decisivo para o pregão.
Mercado de Petróleo e Tensões Geopolíticas
Os preços do petróleo subiram devido à instabilidade no Oriente Médio, especialmente no Estreito de Ormuz, onde um navio-tanque foi atingido por um projétil de origem desconhecida. Na Intercontinental Exchange, o Brent para dezembro avançou 1,94% (US$ 1,87), fechando a US$ 98,03 por barril. Já o WTI para novembro, na Nymex, subiu 1,16% (US$ 1,04), encerrando a US$ 90,42.
No fechamento de setembro, o WTI acumulou alta próxima de 6% e o Brent subiu cerca de 7%. O mercado monitora a manutenção da proibição de exportação de diesel pela Rússia até o fim de outubro e possíveis restrições semelhantes nos Estados Unidos.
Apesar do risco geopolítico, as exportações da região estão em recuperação via rotas alternativas ao Estreito de Ormuz. Internamente, nos Estados Unidos, o Departamento de Energia reportou um aumento inesperado nos estoques de petróleo na última semana, contrastando com uma queda acentuada nas reservas de gasolina.