Ibovespa sobe 0,50% impulsionado por mineradoras e empresas de consumo nesta quarta-feira
O Ibovespa subiu 0,50% nesta quarta-feira (6), fechando aos 187.690 pontos com volume de R$ 29,2 bilhões. O dólar comercial encerrou o dia a R$ 4,921, alta de 0,17%, enquanto o petróleo Brent recuou 7,83%
O Ibovespa encerrou a quarta-feira (6) com alta de 0,50%, atingindo os 187.690 pontos. O índice, que oscilou entre a mínima de 186.762 e a máxima de 188.674 pontos, registrou seu segundo avanço consecutivo com um volume financeiro de R$ 29,2 bilhões. O resultado foi impulsionado pela valorização de empresas de consumo e mineradoras, enquanto o setor de petróleo apresentou recuo. As ações da Petrobras, as mais negociadas do índice, tiveram queda de 3,77% nas ordinárias e de 2,86% nas preferenciais.
O movimento da bolsa acompanhou o cenário externo, com as bolsas de Nova York registrando ganhos acima de 1% e novos recordes nos índices Nasdaq e S&P 500.
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou a R$ 4,921, alta de 0,17% (R$ 0,009). A moeda atingiu a máxima de R$ 4,93 por volta das 11h30, embora tenha perdido força no período da tarde devido ao aumento do apetite global por risco. A valorização foi motivada por intervenções do Banco Central, que realizou swaps reversos para reduzir o estoque de operações cambiais, compostas majoritariamente por swaps tradicionais. Apesar da alta diária, a moeda estadunidense acumula queda de 0,63% na semana e recuo de 10,34% no ano.
A dinâmica dos ativos foi fortemente impactada pela queda acentuada do petróleo. O barril Brent, referência global, recuou 7,83%, cotado a US$ 101,27, enquanto o WTI caiu 7,03%, fechando a US$ 95,08. A desvalorização da commodity, que derrubou os preços em cerca de 7% no mercado internacional, ocorreu após sinais de redução de tensões no Oriente Médio. O governo dos Estados Unidos mencionou progressos nas negociações com o Irã, que indicou a abertura do Estreito de Ormuz para navegação segura.
A diminuição do risco de interrupções no fornecimento global reduziu o prêmio de risco do petróleo, pressionando os preços para baixo e afetando o desempenho recente do real, que vinha sendo beneficiado pela alta da commodity na balança comercial brasileira.