Economia

Ibovespa sobe e interrompe sequência de onze quedas consecutivas impulsionado por decisão do Tesouro americano

20 de Agosto de 2026 às 09:54

O Ibovespa subiu 0,9%, fechando em 167.830,27 pontos, e o dólar caiu 0,86%, cotado a R$ 5,177. A alta foi motivada pela ampliação das recompras de títulos públicos pelo Tesouro dos Estados Unidos. O resultado interrompeu uma sequência de 11 quedas consecutivas do índice brasileiro

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Ibovespa sobe e interrompe sequência de onze quedas consecutivas impulsionado por decisão do Tesouro americano
© VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

O Ibovespa encerrou a sessão em alta de 0,9%, atingindo os 167.830,27 pontos, enquanto o dólar recuou 0,86%, cotado a R$ 5,177. O movimento foi impulsionado por uma decisão do Tesouro dos Estados Unidos de ampliar as operações de recompra de títulos públicos de longo prazo, com vencimentos entre 10 e 30 anos.

A medida prevê que, entre 9 de setembro e 4 de novembro, o volume de cada operação seja de, no mínimo, US$ 4 bilhões, dobrando o patamar anterior de US$ 2 bilhões. Essa intervenção reduziu a pressão sobre os juros dos Treasuries e estimulou a migração de capital global para ativos de maior risco, beneficiando mercados emergentes.

Desempenho do câmbio e índices

A desvalorização da moeda americana refletiu a tendência externa, evidenciada pela queda de 0,87% do índice DXY, que fechou em 98,793 pontos. No mercado brasileiro, o dólar comercial havia encerrado o dia anterior a R$ 5,22, nível mais alto desde 30 de março (quando atingiu R$ 5,24).

Apesar da queda no pregão, a moeda mantém as seguintes oscilações:

  • Semana: alta de 1,83%
  • Agosto: alta de 2,09%
  • Julho: queda de 1,79%

No mercado de ações, o índice brasileiro chegou a tocar a máxima de 170.340,60 pontos, embora tenha recuado ao longo do dia, registrando a mínima de 166.334,73 pontos. O resultado interrompeu uma sequência de 11 quedas consecutivas — a maior desde 2023 —, período em que o Ibovespa acumulou perdas de 6,55%. A recuperação foi sustentada por papéis de mineradoras, petroleiras e bancos.

Cenário monetário e riscos domésticos

Paralelamente, a ata da reunião de julho do Federal Reserve (Fed) indicou que integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) admitem a possibilidade de elevar os juros caso a inflação não retorne à meta de 2%. Contudo, a divulgação teve impacto reduzido diante do alívio gerado pelas medidas do Tesouro estadunidense.

No âmbito interno, a volatilidade do mercado brasileiro permanece atrelada ao cenário eleitoral e às taxas de juros elevadas. O fluxo de capital estrangeiro também segue como ponto de atenção, com um saldo negativo de R$ 18,6 bilhões na bolsa brasileira até o dia 17 de agosto.

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