Economia

Impasse nas negociações da Samsung provoca alta nos preços de módulos de memória no mercado

14 de Maio de 2026 às 06:14

Negociações frustradas entre a Samsung e sindicatos elevaram os preços de módulos de memória, como o DDR4 de 8GB, que subiu 20% em uma semana. Uma greve de até 50 mil trabalhadores está programada de 21 de maio a 7 de junho. O sindicato reivindica bônus de 15% do lucro anual da companhia

Impasse nas negociações da Samsung provoca alta nos preços de módulos de memória no mercado
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A instabilidade nas negociações entre a administração da Samsung e seus sindicatos provocou a alta nos preços de diversos módulos de memória, com impacto imediato no mercado de Huaqiangbei, em Shenzhen. O preço de um módulo DDR4 de 8GB subiu 20% em apenas uma semana, atingindo a cotação de US$ 18, dado que confirma a tendência registrada pela China Flash Market (CFM) e interrompe a volatilidade ocorrida após o lançamento do TurboQuant da Google. No segmento de alta capacidade, o módulo RDIMM DDR5 de 64GB chegou ao valor de US$ 1.350, refletindo um crescimento de 11% em comparação ao mês anterior.

A ameaça de paralisação também estabilizou os preços de memórias flash NAND, revertendo a queda recente em produtos de massa, como as versões TLC de 512GB e 1TB, além do QLC de 1TB.

O cenário de inflação nos componentes ocorre após o encerramento de uma rodada de negociações de 17 horas, finalizada na última quarta-feira sem acordo. O impasse abre caminho para uma greve programada para iniciar na próxima quinta-feira, 21 de maio, com término previsto para 7 de junho. O movimento deve envolver inicialmente 41 mil trabalhadores, podendo ultrapassar a marca de 50 mil integrantes.

A reivindicação do sindicato consiste no pagamento de bônus equivalentes a 15% do lucro anual da companhia, montante estimado em US$ 30 bilhões. Devido à posição dominante da Samsung no setor, a paralisação de 18 dias pode gerar perdas operacionais de US$ 20 bilhões para a empresa, com um período de recuperação da produção que pode se estender por até 36 dias após a retomada das atividades.

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