Economia

Inadimplência bancária atinge maior nível desde 2011 e chega a 4,9% em julho

28 de Agosto de 2026 às 10:45 2 min de leitura

A inadimplência média em créditos bancários atingiu o recorde de 4,9% em julho, segundo o Banco Central. O índice para pessoas físicas subiu para 5,8% e o de empresas para 3,3%. O governo prorrogou o prazo de adesão ao programa Desenrola 2.0 até 31 de agosto

-0:00

A taxa de inadimplência média total nas operações de crédito bancárias subiu para 4,9% em julho, superando o índice de 4,6% registrado em junho. O dado, divulgado nesta sexta-feira (28) pelo Banco Central, representa o patamar mais elevado desde que a série histórica revisada da autoridade monetária foi iniciada, em março de 2011.

O indicador monitora operações com atrasos superiores a 90 dias, abrangendo tanto o setor corporativo quanto o de pessoas físicas.

Desempenho por segmento

O aumento foi impulsionado principalmente pelo crédito para pessoas físicas, onde a inadimplência saltou de 5,4% em junho para 5,8% em julho, atingindo o maior nível de toda a série histórica. No segmento de empresas, o índice subiu de 3,2% para 3,3% no mesmo período, o valor mais alto desde outubro de 2017, quando foi de 3,4%.

Impacto do Desenrola Brasil

O recorde de inadimplência ocorreu no mês seguinte ao início do Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas do governo federal lançado em maio. Até o final de junho, a iniciativa promoveu cerca de 3,6 milhões de renegociações, totalizando mais de R$ 22 bilhões. Esse movimento reduziu a dívida de R$ 22 bilhões para aproximadamente R$ 4 bilhões, segundo o Ministério da Fazenda.

Devido a esses números, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou a prorrogação do prazo de adesão ao programa até o dia 31 de agosto.

Cenário de endividamento

A relação entre o saldo de dívidas das famílias e a renda acumulada em doze meses manteve-se estável em 49,8% em junho, evidenciando a permanência de indicadores de endividamento em patamares elevados.

Dados da Serasa Experian apontam que, em março, 82,8 milhões de brasileiros possuíam dívidas, o que representa 49% da população do país. Desse montante, que somava R$ 557,7 bilhões, 47% dos débitos estavam concentrados em instituições financeiras, segmento que constitui o foco principal do Desenrola 2.0.

Com informações de G1

Notícias Relacionadas