INSS suspende empréstimos consignados do C6 Consig por irregularidades em 320 mil contratos
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu a oferta de novos empréstimos consignados pelo banco C6 Consig para aposentados e pensionistas, após investigações da Controladoria-Geral da União identificarem indícios de cobrança de custos adicionais. Foram detectadas irregularidades em 320 mil contratos do banco. O INSS enfatizou que a inclusão de custos extras é proibida e visa proteger a renda alimentar dos beneficiários
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tomou uma medida contundente na área financeira ao suspender a oferta de novos empréstimos consignados pelo banco C6 Consig para aposentados e pensionistas. A decisão, anunciada no Diário Oficial da União, foi resultado das investigações realizadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou indícios de cobrança de custos adicionais em pelo menos 320 mil contratos do banco.
De acordo com o INSS, essas irregularidades resultaram na redução do valor líquido disponibilizado aos beneficiários, considerada uma "conduta grave". O instituto enfatizou que a inclusão de custos extras é proibida e visa proteger a renda alimentar dos beneficiários. Antes da suspensão, técnicos do INSS se reuniram com representantes do C6 Consig oito vezes entre novembro de 2025 e janeiro deste ano, mas não chegaram a um acordo para sanear as irregularidades.
O banco C6 Consig reagiu à decisão, afirmando discordar "integralmente" da interpretação do INSS. Segundo o C6, seguiu rigorosamente todas as normas vigentes e que a contratação de empréstimos consignados não estava condicionada à compra de outros produtos ou serviços. O banco anunciou planos para recorrer da decisão na "esfera judicial", reforçando sua posição.
A suspensão das operações do C6 Consig será mantida até que os valores cobrados indevidamente sejam restituídos aos prejudicados, devidamente corrigidos. A medida visa proteger a integridade da margem consignável e garantir o acesso justo dos beneficiários às linhas de crédito disponibilizadas pelo INSS.
O caso destaca a importância das fiscalizações reguladoras em áreas financeiras sensíveis, como as operações de crédito consignado. A decisão do INSS demonstra compromisso com a transparência e proteção dos direitos dos beneficiários desses programas sociais financiados pelo Estado brasileiro.
Até o momento da suspensão, o C6 Consig era uma das principais instituições financeiras que ofereciam empréstimos consignados ao público-alvo. Com a medida do INSS, os usuários desse tipo de serviço precisarão procurar outras opções para financiar suas necessidades urgentes.
A suspensão da operação é um passo importante na direção correta e visa garantir que as linhas de crédito consignado sejam utilizadas como intencionalmente projetadas: facilitando o acesso a recursos financeiros para aqueles mais vulneráveis.