Economia

Instituições financeiras brasileiras ainda detêm R$ 5,12 bilhões em valores não resgatados pelo Banco Central

12 de Agosto de 2026 às 07:54

Instituições financeiras brasileiras possuem R$ 5,12 bilhões em valores não resgatados, segundo o Banco Central. O montante divide-se entre R$ 3,76 bilhões para pessoas físicas e R$ 1,35 bilhão para pessoas jurídicas. A consulta e a solicitação dos recursos ocorrem via *Sistema de Valores a Receber

Instituições financeiras brasileiras ainda detêm R$ 5,12 bilhões em valores não resgatados pelo Banco Central
© RAFA NEDDERMEYER/AGÊNCIA BRASIL

Instituições financeiras brasileiras ainda detêm R$ 5,12 bilhões em valores não resgatados, conforme dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Banco Central (BC). O montante total disponível para devolução era de R$ 20,93 bilhões, dos quais R$ 15,81 bilhões já foram sacados pelos beneficiários.

Do saldo remanescente, R$ 3,76 bilhões pertencem a 22,66 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,35 bilhão está vinculado a 2 milhões de pessoas jurídicas, segundo o Sistema de Valores a Receber (SVR).

Fluxo de resgates e distribuição de saldos

O volume de saques apresentou queda gradual nos últimos meses. Em junho, os beneficiários retiraram R$ 340 milhões, valor inferior aos R$ 427 milhões resgatados em maio e aos R$ 483 milhões devolvidos em abril.

A maior parte dos recursos esquecidos consiste em quantias baixas. Cerca de 70% dos beneficiários — aproximadamente 18,5 milhões de pessoas — possuem créditos de até R$ 10. Outros 18,73% (4,96 milhões de usuários) têm valores entre R$ 10,01 e R$ 100, enquanto 11% do total (3 milhões de brasileiros) possuem saldos acima desse patamar.

Origem dos recursos e consulta

Os valores disponíveis para devolução provêm de diversas fontes, como:

  • Contas-correntes, poupanças ou contas de pagamento (pré ou pós-pagas) encerradas;
  • Recursos de grupos de consórcios finalizados;
  • Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito;
  • Tarifas ou parcelas de operações de crédito cobradas indevidamente;
  • Contas de registro encerradas em distribuidoras e corretoras.

A verificação de saldos é feita via SVR, serviço do Banco Central que abrange pessoas físicas, jurídicas (inclusive empresas fechadas) e espólios. Para a consulta inicial, são necessários apenas o CPF e a data de nascimento, ou o CNPJ e a data de abertura da empresa.

Procedimentos para resgate

Caso a consulta aponte a existência de valores, o usuário deve realizar o login no sistema utilizando a conta Gov.br (níveis prata ou ouro), com a ativação da verificação em duas etapas. O resgate do dinheiro pode ser efetuado de três maneiras:

  1. Solicitação direta à instituição financeira responsável;
  2. Pedido via Sistema de Valores a Receber;
  3. Ativação do resgate automático.
Com informações de Agência Brasil

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