Economia

Jeff Bezos afirma que inteligência artificial pode permitir a redução da jornada para três dias

24 de Outubro de 2026 às 12:07 2 min de leitura

Jeff Bezos projeta que a inteligência artificial pode elevar a produtividade e reduzir a jornada de trabalho para três dias semanais. A Amazon planeja investir mais de 200 bilhões de dólares na tecnologia, apesar de ter demitido cerca de 30 mil funcionários desde o fim de 2025

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Jeff Bezos afirma que inteligência artificial pode permitir a redução da jornada para três dias
EFE/Alessandro Di Marco

A inteligência artificial pode impulsionar um aumento de produtividade de dois dígitos na economia, permitindo a redução da jornada de trabalho para três dias por semana sem comprometer a estabilidade financeira das famílias. Essa perspectiva, defendida por Jeff Bezos, fundador da Amazon, sugere que a capacidade de produzir mais em menos tempo alterará a dinâmica do mercado de trabalho.

Impactos na renda e na mão de obra

A maior eficiência produtiva possibilitada pela tecnologia poderia permitir que famílias com dois salários passassem a depender de apenas uma renda, caso o valor fosse suficiente para cobrir as despesas domésticas. No entanto, a concretização desse cenário depende de como a produtividade será convertida em poder de compra e salários para os trabalhadores.

Diferente das previsões de desemprego em massa causadas pela automação, Bezos projeta a possibilidade de uma escassez de mão de obra. O argumento é que, com a redução das atividades laborais devido ao ganho de tempo livre, as empresas enfrentarão dificuldades reais para contratar novos funcionários.

Contradições e investimentos na Amazon

Enquanto defende a redução de jornadas, a Amazon mantém um ritmo de cortes de pessoal, com aproximadamente 30 mil demissões efetuadas desde o final de 2025. O empresário justifica as dispensas como um ajuste após o crescimento ocorrido durante a pandemia.

Simultaneamente, a companhia mantém a aposta na IA, com a previsão de investir mais de 200 bilhões de dólares na tecnologia. O cenário coloca em debate se os ganhos de eficiência resultarão em benefícios diretos ao trabalhador ou se a rentabilidade ficará concentrada nas corporações.

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