Economia

Julgamento de dissídio coletivo de funcionários dos Correios está agendado para a próxima segunda-feira

18 de Setembro de 2026 às 12:00 2 min de leitura

Funcionários dos Correios realizam greve nacional por reajuste salarial, manutenção de benefícios e gestão do plano de saúde. O julgamento do dissídio coletivo ocorre segunda-feira (21), às 13h30, enquanto o TST determinou a manutenção de 80% do efetivo nas unidades

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Julgamento de dissídio coletivo de funcionários dos Correios está agendado para a próxima segunda-feira
© FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL

A paralisação dos funcionários dos Correios completa mais de uma semana em território nacional, com o julgamento do dissídio coletivo agendado para a próxima segunda-feira (21), às 13h30. O conflito trabalhista centra-se na recusa dos sindicatos a um reajuste salarial de 0,87%, valor considerado insuficiente frente ao Índice Nacional do Preço ao Consumidor (INPC).

A categoria exige a recomposição da inflação acumulada somada a um ganho real. Além da questão salarial, os trabalhadores contestam a alteração no modelo de gestão do CorreiosSaúde, opondo-se à transição da estatal de mantenedora para patrocinadora do plano de saúde.

Reivindicações e Impasses Financeiros

O movimento grevista demanda a retomada de benefícios específicos, como:

  • Adicional de 70% sobre as férias;
  • Pagamento de 200% para repousos ou feriados trabalhados.

Há também resistência contra a extinção de gratificações, incluindo o vale extra de Natal, a verba por quebra de caixa e o adicional destinado aos motoristas.

A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) critica a priorização de investimentos em novos uniformes e procedimentos de entrega enquanto a negociação do acordo coletivo e a garantia da assistência médica permanecem sem solução.

Operação e Decisões Judiciais

Para mitigar os impactos da greve, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que 80% do efetivo de cada unidade deve permanecer em atividade. A decisão do ministro Vieira de Mello Filho baseou-se na natureza essencial do serviço e nas implicações logísticas para o período eleitoral de 2026.

A estatal informou que a adesão à paralisação é parcial e que está implementando medidas para preservar o fluxo logístico, tais como:

  1. Remanejamento de veículos;
  2. Realização de mutirões;
  3. Uso de pessoal administrativo no suporte às operações.

Os clientes devem monitorar as encomendas via site ou aplicativo. Para casos específicos, o atendimento está disponível pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210, além do chat e do canal Fale Conosco no portal oficial da empresa.

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