Economia

Lula anuncia veto a aumento de preços do diesel após alta do petróleo

27 de Março de 2026 às 11:11

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em visita à Caoa, na GO, que o governo não pode permitir aumento de preço do diesel após alta do petróleo. Ele destacou que os subsídios criados pelo governo são para evitar esses aumentos e criticou postos de gasolina por elevar artificialmente preços dos combustíveis. O Brasil importa 30% do óleo diesel, mas o governo busca manter a estabilidade dos preços locais com medidas fiscais

Presidente Lula afirma que governo não pode permitir aumento de preços no diesel após alta do petróleo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante visita à unidade industrial da montadora Caoa em Anápolis (GO), que o governo federal não tem justificativas para aumentar os preços do óleo diesel. Ele destacou que a alta dos combustíveis foi compensada pelos subsídios feitos pelo governo.

"Não há razão nenhuma para aumentar o preço do diesel", disse Lula, acrescentando que "os subsídios criados pela gente são justamente para evitar isso". O presidente também mencionou que os aumentos da gasolina e do etanol não têm relação com a guerra no Oriente Médio.

A declaração de Lula veio após o governo adotar medidas para suavizar a escalada de preços dos combustíveis, incluindo a zeragem das alíquotas do PIS e da Cofins sobre o diesel. O óleo diesel é um derivado que sente fortemente a pressão internacional, pois 30% dele são importados.

Lula também criticou os postos de gasolina por aumentarem artificialmente os preços dos combustíveis. "Malandros" no setor estariam explorando a situação para ganhar dinheiro extra, segundo o presidente. Ele destacou que o governo não pode permitir que esses aumentos prejudiquem ainda mais o povo e os caminhoneiros.

A guerra no Irã tem sido um dos principais motivadores da alta nos preços do petróleo globalmente. O Brasil é importador de 30% do óleo diesel, mas o governo federal está trabalhando para manter a estabilidade dos preços locais com subsídios e medidas fiscais.

O presidente Lula também destacou que o seu governo não pode deixar que os efeitos da guerra no Irã afetem negativamente as pessoas do Brasil, especialmente em relação aos alimentos básicos. "Não vamos permitir que a responsabilidade da guerra contra o Irã chegue ao preço da alface, cebola e feijão", disse ele.

Com essas medidas, o governo federal busca garantir que os preços dos combustíveis não sejam afetados negativamente pela crise internacional.

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