Lula se reúne com empresários e banqueiros para discutir responsabilidade fiscal em novo mandato
O presidente Lula reúne-se nesta segunda-feira (31), em Brasília, com 15 empresários e banqueiros para tratar de responsabilidade fiscal. O governo apresentará a proposta do Orçamento Geral da União de 2027, que prevê meta de superávit de 0,5% do PIB
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/b/J/8eZmKyQvq3x8m8SkBa0Q/55249070125-d993e54025-k.jpg)
O presidente Lula se reúne nesta segunda-feira (31), em Brasília, com 15 empresários e banqueiros para sinalizar o compromisso com a responsabilidade fiscal em um eventual quarto mandato. O encontro, organizado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, terá a participação de Geraldo Alckmin.
Entre os presentes estão nomes como André Esteves (BTG Pactual), Luiz Carlos Trabuco (Bradesco), Rubens Ometto (Cosan), José Seripieri Filho (Amil) e os irmãos Joesley e Wesley Batista (JBS).
Metas fiscais e Orçamento 2027
Durante o jantar, o governo pretende apresentar a proposta do Orçamento Geral da União de 2027, que será anunciada hoje pela equipe econômica. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirma que o plano é realista e prevê a redução de despesas obrigatórias para atingir a meta de superávit de 0,5% do PIB.
A estratégia de Dario Durigan, que atua como porta-voz econômico da campanha, é assegurar ao mercado financeiro que haverá um ajuste fiscal no próximo mandato. O objetivo é reverter a percepção negativa gerada por declarações anteriores do presidente sobre a dívida pública, atualmente em 80% do PIB. O ministro deve comprometer o governo não apenas com a estabilização, mas com a redução gradual desse endividamento.
Contexto político-econômico
A movimentação ocorre após pressões de aliados para que Lula faça acenos ao setor produtivo, dada a resistência anterior do presidente em assumir compromissos de ajuste.
O evento acontece uma semana após Flávio Bolsonaro, candidato do PL, ter se reunido com empresários em São Paulo para defender uma política econômica liberal. Aquele encontro foi organizado por Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse, cujo nome foi sugerido pelos participantes para assumir o Ministério da Fazenda em uma eventual gestão de Bolsonaro.