Economia

Mercado financeiro eleva projeções de inflação e reduz estimativas de crescimento do PIB

28 de Setembro de 2026 às 15:51 2 min de leitura

O boletim Focus do Banco Central registrou alta nas projeções de inflação para 2026 e 2027, com o IPCA estimado em 4,99% e 4,31%. Simultaneamente, as previsões de crescimento do PIB recuaram para 1,86% em 2026, 1,41% em 2027 e 1,83% em 2028. As estimativas para a taxa Selic e o dólar permaneceram inalteradas

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Mercado financeiro eleva projeções de inflação e reduz estimativas de crescimento do PIB
© MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL/ARQUIVO

O mercado financeiro revisou para cima as projeções de inflação e reduziu as estimativas de crescimento do PIB para os próximos anos, conforme o boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (28).

A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 subiu para 4,99%, superando a estimativa anterior de 4,92%. Para 2027, a projeção foi ajustada de 4,3% para 4,31%, enquanto a meta para 2028 permaneceu em 3,8%.

No cenário imediato, a inflação acumulada em 12 meses atingiu 4,47%, contra 4,24% em agosto. De acordo com o IBGE, esse movimento foi provocado, prioritariamente, pelo encerramento do desconto do bônus de Itaipu nas faturas de energia elétrica.

Desempenho do PIB

A expectativa para a expansão da economia brasileira apresenta queda pela terceira semana seguida. Para 2026, a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) recuou para 1,86%, após ter sido estimada em 1,88% e, há quatro semanas, em 1,92%.

O ajuste negativo estende-se aos anos seguintes:

  • 2027: a previsão caiu de 1,43% para 1,41%.
  • 2028: a estimativa baixou de 1,87% para 1,83%.

Juros e Câmbio

As projeções para a taxa Selic não sofreram alterações. O mercado prevê que os juros básicos terminem 2026 em 13,5% ao ano, caindo para 12% em 2027 e 10,5% em 2028.

A Selic atua como a ferramenta central do Banco Central para a gestão de preços: taxas mais altas encarecem o crédito e desestimulam o consumo para conter a inflação, enquanto a redução dos juros visa fomentar investimentos e a atividade econômica. Vale ressaltar que as taxas cobradas pelas instituições financeiras aos clientes finais consideram, além da Selic, custos administrativos, margem de lucro e riscos de inadimplência.

Quanto ao dólar, as estimativas de fechamento anual também foram mantidas:

  • 2026: R$ 5,20
  • 2027: R$ 5,28
  • 2028: R$ 5,30.

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