Economia

Mercado informal de canetas de GLP-1 pode superar em cinco vezes as vendas regularizadas no Brasil

26 de Maio de 2026 às 12:10

O mercado informal de análogos de GLP-1 no Brasil pode superar em cinco vezes as vendas da indústria regularizada. A EMS lançará o Ozivy em 30 dias, com preço 30% inferior ao do Ozempic. A medida visa formalizar o setor e ampliar a oferta de medicamentos registrados

Mercado informal de canetas de GLP-1 pode superar em cinco vezes as vendas regularizadas no Brasil
PRF/ Divulgação

O mercado informal de canetas análogas de GLP-1, que engloba fármacos como Mounjaro, Wegovy e Ozempic, pode superar em até cinco vezes o volume de vendas da indústria farmacêutica regularizada no Brasil. A estimativa foi apresentada pelo vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez, durante coletiva realizada nesta terça-feira (26), motivada pela aprovação de uma nova versão de semaglutida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O Ozivy, medicamento registrado pela EMS após a expiração da patente da Novo Nordisk, deve chegar às farmácias em 30 dias com um preço 30% menor que o do Ozempic. A companhia projeta que a ampliação da oferta de produtos registrados e o aumento da concorrência no setor contribuam para a formalização do mercado, reduzindo a busca por alternativas irregulares.

A expansão do comércio paralelo, alimentado por versões manipuladas e produtos contrabandeados, foi impulsionada por limitações na oferta frente à alta demanda por substâncias voltadas ao tratamento de obesidade e diabetes tipo 2. Sanchez destacou que parte dessas alternativas não passa pelos critérios de segurança, eficácia e qualidade exigidos pela Anvisa para a comercialização de medicamentos no país.

A crítica se estende à venda de produtos importados sem autorização sanitária brasileira. O executivo exemplificou a situação de versões da semaglutida legalizadas no Paraguai, ressaltando que a aprovação em legislações estrangeiras não concede permissão automática para a importação ou venda em território nacional. Para a EMS, a entrada de novos competidores é viável, desde que todos operem sob as mesmas exigências regulatórias.

Notícias Relacionadas