Meta demite 8 mil funcionários para focar reestruturação em inteligência artificial
A Meta demitiu 8 mil funcionários e cancelou 6 mil vagas para reestruturar a empresa com foco em inteligência artificial. O plano inclui o redirecionamento de 7 mil profissionais e investimentos entre 125 bilhões e 145 bilhões de dólares até 2026. Mark Zuckerberg garantiu que não haverá novos cortes no referido ano
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A Meta demitiu 10% de seu quadro de funcionários para viabilizar uma reestruturação focada em inteligência artificial. O plano, detalhado internamente em abril, prevê o desligamento de 8 mil pessoas e a decisão de não preencher 6 mil vagas. Simultaneamente, a companhia redireciona 7 mil profissionais para funções ligadas à IA, buscando acelerar a transição tecnológica para disputar a liderança do setor.
O movimento ocorre em paralelo a um aumento nos investimentos previstos para 2026, com estimativas que variam entre 125 bilhões e 145 bilhões de dólares. Esse montante é justificado pela alta nos custos de componentes e pelas despesas com data centers necessários para suportar a capacidade operacional futura.
Mark Zuckerberg comunicou as mudanças em um aviso interno na quarta-feira, data em que se iniciaram as notificações aos colaboradores. O CEO afirmou que a IA é a tecnologia mais importante da atualidade e que a definição da próxima geração dependerá das empresas que liderarem esse caminho, admitindo que o sucesso da Meta está condicionado à rapidez da execução dessa transição e que o resultado não é garantido.
Zuckerberg assegurou que não haverá novas demissões em 2026 e reconheceu a falta de transparência no processo. Para os funcionários desligados nos Estados Unidos, a empresa definiu uma indenização de quatro meses de salário, acrescida de semanas proporcionais ao tempo de casa, além de assistência médica e suporte em questões de imigração.