Economia

Metade dos brasileiros prefere a redução de impostos e a contratação de serviços privados

04 de Julho de 2026 às 06:06

Pesquisa do Datafolha indica que 50% dos brasileiros preferem a redução de impostos e a contratação de serviços privados de saúde e educação, enquanto 44% defendem a gratuidade estatal via tributação. O levantamento, realizado com 2.004 eleitores, aponta divergências de opinião conforme gênero, religião e preferência política

Metade dos brasileiros prefere a redução de impostos e a contratação de serviços privados
Cacá Trovó/EPTV

Metade dos brasileiros prefere a redução da carga tributária e a contratação de serviços privados de educação e saúde, enquanto 44% defendem o aumento de impostos para garantir a gratuidade desses serviços via Estado. Os dados, divulgados nesta sexta-feira (3) pelo Datafolha, indicam uma mudança de tendência em relação a 2022, quando as opiniões estavam em empate técnico, com 48% a favor de serviços públicos gratuitos e 46% voltados ao setor privado.

A preferência por menos impostos é mais acentuada entre os homens, com 56%, contra 39% que aceitam pagar mais tributos. Entre as mulheres, a tendência se inverte: 50% optam por serviços públicos financiados por impostos, enquanto 44% preferem a via privada.

Recortes religiosos e políticos também revelam disparidades. Entre os evangélicos, 56% priorizam a redução de impostos, frente a 37% que defendem a tributação para serviços estatais. Já entre os católicos, há equilíbrio, com 47% para cada posição.

No campo das intenções de voto, a divergência é nítida. Entre os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 59% defendem a manutenção de serviços públicos gratuitos via impostos, contra 35% que preferem a contratação particular. No grupo de eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 65% optam por pagar menos impostos, enquanto 29% aceitam a carga tributária maior em troca de serviços do Estado.

O indicador integra a matriz ideológica do instituto para mensurar a percepção do brasileiro sobre o papel do Estado na economia, abrangendo temas como leis trabalhistas, investimentos, benefícios públicos e auxílio a empresas. O Datafolha ressalta que essa questão específica não define, sozinha, a classificação ideológica dos entrevistados.

O levantamento foi realizado presencialmente nos dias 17 e 18 de junho, com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em 139 municípios. A pesquisa possui nível de confiança de 95%, margem de erro de dois pontos percentuais e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.

Com informações de G1

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