Economia

Microsoft analisa reestruturação da divisão Xbox para melhorar margens de lucro e competitividade

12 de Junho de 2026 às 18:06

A Microsoft estuda reestruturar a divisão Xbox, com margens de lucro de 3%, avaliando a criação de uma subsidiária, entidade separada ou joint venture. A nova CEO, Asha Sharma, prevê demissões para o fim do mês e priorizará investimentos em franquias como Halo, Fallout e Elder Scrolls. Estúdios como Compulsion Games e Double Fine podem ser vendidos ou tornarem-se independentes

Microsoft analisa reestruturação da divisão Xbox para melhorar margens de lucro e competitividade
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A Microsoft analisa a reestruturação da divisão Xbox, que opera com margens de lucro de apenas 3%. Entre as alternativas em discussão por Satya Nadella, CEO da companhia, e Amy Hood, CFO, estão a transformação da unidade em uma entidade separada, a criação de uma subsidiária totalmente controlada — modelo já aplicado ao LinkedIn e ao GitHub — ou a formação de uma joint venture com parceiros externos. A mudança para subsidiária facilitaria a eventual venda da operação.

A estratégia de reorganização ocorre nos primeiros 100 dias de gestão da nova CEO da Xbox, Asha Sharma, que sinalizou a necessidade de ajustes estruturais e a implementação de demissões previstas para o final deste mês. Paralelamente, a empresa enfrenta prejuízos financeiros por unidade de console vendida, impacto causado pelos altos custos de memória.

No planejamento para o ano fiscal com início em julho, a cúpula da Microsoft aprovou o aumento de investimentos em títulos premium de primeira parte. O foco recai sobre franquias como Halo, Fallout e Elder Scrolls, sendo estas duas últimas prioridades diretas de Sharma para ampliar a competitividade e o financiamento de produções com alta demanda de jogadores.

Esse redirecionamento de capital coloca em risco a permanência de estúdios como Compulsion Games e Double Fine, cujos lançamentos recentes, South of Midnight, Keeper e Kiln, não atingiram o sucesso esperado. A tendência é que essas empresas sejam vendidas para outras editoras ou passem a operar de forma independente, evitando o fechamento total.

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