Economia

Ministério da Cultura busca financiamento do banco do BRICS para modernizar infraestrutura cultural no Brasil

07 de Junho de 2026 às 12:03

O Ministério da Cultura solicitou ao Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS financiamento para modernizar a infraestrutura cultural e promover a sustentabilidade do setor. Em reunião na China, foram alinhadas as ações do Ano Cultural Brasil-China 2026 e apresentada a plataforma de streaming Tela Brasil. O serviço disponibiliza gratuitamente 555 obras audiovisuais brasileiras

Ministério da Cultura busca financiamento do banco do BRICS para modernizar infraestrutura cultural no Brasil
© TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL

O Ministério da Cultura busca financiamento internacional junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) do BRICS para modernizar a infraestrutura cultural do Brasil. Em reunião realizada na última semana, em Xangai, na China, o secretário executivo da pasta, Márcio Tavares, apresentou à presidenta do banco, Dilma Rousseff, projetos focados no desenvolvimento tecnológico do setor criativo e na reconversão verde de equipamentos, visando a sustentabilidade de espaços culturais.

A estratégia do governo federal vincula a cultura à transição ecológica e à geração de renda, tratando o setor como um vetor estratégico de desenvolvimento. Além da pauta financeira, o encontro serviu para alinhar a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026, iniciativa de diplomacia cultural destinada a estreitar a parceria bilateral e os vínculos entre as duas nações.

Durante a agenda, Tavares apresentou a plataforma pública de streaming Tela Brasil, lançada em 30 de outubro. O serviço oferece acesso gratuito a 555 obras audiovisuais brasileiras, incluindo 19 títulos que disputaram o Oscar. O catálogo é composto por 267 curtas-metragens, 139 longas, 64 obras seriadas e 85 produções entre médias-metragens e telefilmes.

Coordenado pelo Ministério da Cultura e desenvolvido com a Universidade Federal de Alagoas, o Tela Brasil concentra conteúdos financiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e acervos de instituições como a Funarte, a Cinemateca Brasileira, a Fundação Cultural Palmares e o Centro Técnico Audiovisual (CTAv).

Com informações de Agência Brasil

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