Economia

Ministro da Fazenda afirma que dívida bruta do Brasil está sob controle apesar de elevada

27 de Julho de 2026 às 12:28

A dívida bruta brasileira está entre 80% e 81% do PIB, com projeção de crescimento até 2030. Segundo o ministro Dario Durigan, o custo dos juros é o principal fator de pressão sobre o endividamento público

Ministro da Fazenda afirma que dívida bruta do Brasil está sob controle apesar de elevada
© LULA MARQUES/AGÊNCIA BRASIL.

A dívida bruta do Brasil situa-se atualmente entre 80% e 81% do Produto Interno Bruto (PIB). Embora o ministro da Fazenda, Dario Durigan, classifique o patamar como elevado, ele afirma que o endividamento está sob controle, especialmente quando comparado a economias desenvolvidas, como China, Japão, Estados Unidos e nações europeias, onde os índices podem atingir 200%.

Trajetória da dívida pública

Projeções conservadoras do Tesouro Nacional indicam que a dívida pública brasileira manterá a tendência de crescimento até 2030. A expectativa é que, após esse período, ocorra uma redução proporcional em relação ao PIB.

Durigan ressalta que não há um limite global único para o endividamento, defendendo que a análise fiscal deve considerar as particularidades de cada economia. Para o ministro, a comparação com países mais endividados não indica que a situação brasileira seja confortável, mas sim que o volume é menor que o de outras potências.

Impacto dos juros e confiança do mercado

O principal fator de pressão sobre as contas públicas são os juros, que elevam o custo para o governo rolar a dívida e impactam as taxas pagas pela população. O ministro pontua que, diante da ausência de déficit primário, o crescimento do endividamento é explicado essencialmente pelo custo do financiamento.

A redução desses custos depende da construção de credibilidade e confiança dos investidores. A estratégia do governo é demonstrar uma trajetória sustentável para as contas públicas, visando tranquilizar os agentes econômicos nacionais e internacionais para, consequentemente, diminuir o endividamento ao longo do tempo.

Cenário internacional e consolidação fiscal

A necessidade de consolidação fiscal é intensificada por instabilidades globais, como tensões geopolíticas e conflitos, a exemplo da guerra entre Estados Unidos e Irã. Para Durigan, a estabilidade fiscal é a ferramenta necessária para proteger a economia interna e permitir investimentos em áreas estratégicas.

O equilíbrio das finanças públicas é tratado não como uma concessão ao mercado financeiro, mas como um meio para viabilizar o crescimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida da população, posicionando o Brasil como um ambiente seguro diante das incertezas mundiais.

Notícias Relacionadas