Economia

Mulheres ocupam a maioria das novas vagas de emprego formal criadas no Brasil

14 de Agosto de 2026 às 06:22

O Brasil criou 10,1 milhões de vínculos formais entre janeiro de 2023 e junho de 2026, com 5,8 milhões de vagas preenchidas por mulheres e 4,3 milhões por homens. O país soma 62,8 milhões de empregos ativos, concentrados principalmente no setor de serviços, com rendimento médio de R$ 4.389,49

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Mulheres ocupam a maioria das novas vagas de emprego formal criadas no Brasil
© INGRID ANNE/PREFEITURA DE MANAUS

O mercado de trabalho brasileiro registrou a criação de 10,1 milhões de vínculos de emprego formal entre janeiro de 2023 e junho de 2026. Desse total, a maior parte das novas vagas foi preenchida por mulheres, que ocuparam 5,8 milhões de postos, enquanto os homens preencheram 4,3 milhões.

Atualmente, o Brasil soma 62,8 milhões de empregos formais ativos, abrangendo agentes públicos e trabalhadores com carteira assinada. Embora as mulheres ainda não sejam a maioria nesse grupo, a disparidade em relação aos homens diminuiu. Para efeito de comparação, em janeiro de 2023, a proporção de vagas ocupadas por homens era de 55,7%, contra 44,2% de mulheres.

Distribuição setorial e rendimentos

O setor de serviços consolida-se como a principal fonte de ocupação no país, com 38,2 milhões de vagas. A distribuição dos demais postos de trabalho formal divide-se da seguinte forma:

  • Comércio: 10,5 milhões de vagas
  • Indústria: 9,1 milhões de vagas
  • Construção: 3 milhões de vagas
  • Agropecuária: 1,8 milhão de vagas

O rendimento médio dos trabalhadores com vínculo formal no Brasil é de R$ 4.389,49.

Perfil demográfico e escolaridade

A expansão do emprego formal foi mais expressiva entre profissionais com maior experiência, sendo que 74% dos trabalhadores têm 30 anos ou mais. Quanto à formação acadêmica, 54% do contingente (33,7 milhões de pessoas) possuem ensino médio, enquanto 15,2 milhões detêm ensino superior ou pós-graduação.

No que tange à diversidade racial, dos 62,8 milhões de vínculos, a composição é a seguinte:

  • Pardos: 27,3 milhões
  • Brancos: 26,8 milhões
  • Pretos: 4,6 milhões
  • Amarelos: 600 mil
  • Indígenas: 239 mil

Houve uma redução significativa nas omissões de dados raciais. Atualmente, 3,1 milhões de vínculos não possuem essa informação registrada, número que superava 17,2 milhões há pouco mais de três anos e meio. Segundo a subsecretária de Estatística do Ministério do Trabalho e Emprego, Paula Montagner, a queda no volume de dados não informados é resultado de campanhas direcionadas às empresas.

Os dados foram extraídos da Rais Mensal de junho, levantamento que consolida estatísticas de órgãos públicos e empresas privadas.

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