NVIDIA antecipa pedidos de chips de memória para evitar volatilidade de preços e escassez no mercado
A NVIDIA assegurou o suprimento de chips de memória por meio de pedidos preventivos e acordos diretos com fornecedores. A estratégia visa mitigar a volatilidade de preços e a escassez de componentes DDR, causada pela alta demanda de memórias HBM para GPUs de IA. Até 2027, a plataforma Rubin poderá demandar seis bilhões de gigabytes de memória LPDDR

A NVIDIA garantiu a estabilidade no fornecimento de chips de memória ao antecipar a volatilidade dos preços e realizar pedidos preventivos. A estratégia, detalhada pela CFO Collette Kress em entrevista a Tae Kim, consistiu em trabalhar diretamente com fornecedores para a produção de componentes específicos, evitando a dependência de produtos disponíveis no mercado aberto.
A pressão sobre a cadeia de suprimentos é impulsionada pelas exigências de desempenho das GPUs de inteligência artificial, que impactam simultaneamente os mercados de memória DDR e de alta largura de banda (HBM). A projeção para 2027 indica que a plataforma de IA Rubin, da NVIDIA, poderá demandar até seis bilhões de gigabytes de memória LPDDR. Esse volume supera a soma das necessidades estimadas para a Apple, com 2,9 bilhões de GB, e a Samsung, com 2,7 bilhões de GB.
Essa dinâmica gera um efeito cascata na produção: como as memórias HBM e DDR utilizam o mesmo maquinário, a priorização da primeira reduz a capacidade de fabricação da segunda. O resultado é uma escassez de memória DDR que abre espaço para a tentativa de empresas chinesas de se consolidarem como protagonistas no setor.
O cenário de alta demanda e preços elevados transformou a realidade interna dos fabricantes. Enquanto funcionários da SK Hynix receberam bônus expressivos, trabalhadores da Samsung realizaram protestos. Sobre as queixas de outras companhias quanto ao custo dos componentes, Kress afirmou que a NVIDIA previu a disrupção e que a medida de antecipação deveria ter sido adotada por todo o setor.