Economia

Pagamentos com stablecoins movimentaram 482 bilhões de dólares entre janeiro e setembro de 2026

19 de Outubro de 2026 às 09:01 3 min de leitura

Pagamentos com stablecoins movimentaram US$ 482 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, alta de 45% frente ao ano anterior. O volume foi acompanhado por 1,04 bilhão de transações, com gastos em cartões vinculados a esses ativos atingindo US$ 3,9 bilhões

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Pagamentos com stablecoins movimentaram 482 bilhões de dólares entre janeiro e setembro de 2026

Pagamentos realizados com stablecoins movimentaram US$ 482 bilhões (aproximadamente R$ 2,4 trilhões) entre janeiro e setembro de 2026. O volume representa um crescimento de 45% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior, conforme dados da Allium. O fluxo financeiro foi acompanhado por um salto de 71% no número de transações, que somaram 1,04 bilhão no período, abrangendo operações entre consumidores, empresas e relações entre ambos.

Expansão de cartões e infraestrutura de pagamentos

Um dos segmentos de maior aceleração são os cartões vinculados a stablecoins, cujos gastos atingiram US$ 3,9 bilhões (R$ 19,7 bilhões) até setembro, um aumento de dez vezes. Essa modalidade, com adesão crescente no Brasil, possibilita a utilização de saldos em criptoativos pareados para compras em estabelecimentos que aceitam bandeiras como Mastercard e Visa.

As operadoras de cartões ampliaram a integração desses ativos em seus ecossistemas:

  • Visa: Implementou a solução Visa Direct para operações comerciais, permitindo que empresas utilizem a USDC (criptomoeda pareada ao dólar) para liquidar pagamentos internacionais quase em tempo real, reduzindo a dependência de prazos bancários tradicionais.
  • Mastercard: Lançou a Global Money Platform em parceria com a BVNK, empresa adquirida pela gigante em agosto. A plataforma oferece a bancos e fintechs a gestão de contas híbridas (moedas tradicionais e stablecoins), conversão instantânea, emissão de cartões e transferências para contas bancárias locais.

Movimentações do mercado de criptoativos

No cenário regulatório brasileiro, a exchange OKX solicitou autorização ao Banco Central para operar como sociedade prestadora de serviços de ativos virtuais (SPSAV), buscando adequação às normas vigentes até o prazo de 30 de outubro.

Paralelamente, o mercado de previsões via blockchain, representado pela plataforma Polymarket, registrou um volume de US$ 191 milhões (quase R$ 1 bilhão) em contratos sobre a eleição presidencial brasileira. Nas apostas, Flávio Bolsonaro detém 78% de probabilidade implícita de vitória, enquanto Lula aparece com 22%.

Tokenização e indicadores

Instituições financeiras de Wall Street, como Goldman Sachs, Wells Fargo e Morgan Stanley, sinalizaram durante a divulgação de resultados do terceiro trimestre o potencial da tokenização de ativos. David Solomon, CEO do Goldman Sachs, indicou que a tecnologia pode expandir a oferta de produtos e atrair novos clientes, embora a atividade ainda represente uma parcela pequena da operação do banco.

No fechamento das cotações, os principais ativos apresentaram a seguinte oscilação:

AtivoPreço (US$)Variação
Bitcoin (BTC)82.135,67+0,07%
Ethereum (ETH)2.416,58-0,20%
BNB722,11+0,02%
XRP1,29+0,01%
Solana (SOL)104,44+0,31%

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