Petrobras confirma a descoberta de petróleo em poço na Margem Equatorial no Amapá
A Petrobras confirmou a descoberta de petróleo no poço Morpho, na Margem Equatorial, costa do Amapá. A operação, com investimento de US$ 3 bilhões, atingiu 3 mil metros em rocha e aguarda a conclusão da perfuração para estimar o volume da reserva

A Petrobras confirmou a descoberta de petróleo no poço Morpho, situado no bloco BM-FZA-59, na Margem Equatorial. A operação ocorre em águas profundas na costa do Amapá, em uma área onde a estatal detém 100% de participação, adquirida em 2013 durante a 11ª Rodada de Licitações da ANP sob o regime de concessão.
Detalhes da operação e custos
A perfuração do poço, localizado a 175 quilômetros da costa amapaense e a 500 quilômetros da Foz do Amazonas, já atingiu 3 mil metros de profundidade em lâmina d'água (que é de 2.886 metros) e outros 3 mil metros em rocha. Restam aproximadamente 1 mil metros para que o fundo do poço seja alcançado, com a conclusão prevista para ocorrer em um prazo de 15 a 20 dias.
Desde o início da campanha exploratória na região, em agosto do ano passado, a companhia investiu US$ 3 bilhões. O custo operacional das atividades de exploração é de cerca de US$ 1 milhão por dia.
Viabilidade e próximas etapas
Embora a descoberta confirme as expectativas de potencial relevante de petróleo no litoral do Amapá, a Petrobras ainda não possui estimativas sobre o volume encontrado ou a capacidade de produção da área. A confirmação de uma reserva comercialmente explorável depende da finalização da perfuração e de estudos posteriores para analisar as características do reservatório e a viabilidade técnica e econômica.
A estatal planeja manter as atividades na região e já protocolou pedidos de licenciamento para novas perfurações junto ao Ibama, visando a recomposição das reservas brasileiras.
Estratégia energética
A exploração na Margem Equatorial ocorre paralelamente à manutenção dos investimentos em fontes renováveis e biocombustíveis. O governo federal reforçou que a busca por novas áreas de produção de petróleo não altera a estratégia de inovação em energia limpa do país.