Economia

Petrobras inicia negociações para explorar petróleo em quatro blocos em Gana

22 de Agosto de 2026 às 07:20

A Petrobras iniciou negociações com o governo de Gana para a exploração de petróleo em quatro blocos. A medida faz parte da estratégia de diversificação de produção da estatal no continente africano

-0:00
Petrobras inicia negociações para explorar petróleo em quatro blocos em Gana
© FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

A Petrobras iniciou negociações para explorar petróleo em Gana, na costa Oeste da África. A estatal brasileira obteve a habilitação do Ministério de Energia e Transição Verde do país para discutir contratos relativos a quatro blocos de exploração, ingressando agora na etapa de negociação direta dos termos contratuais.

A iniciativa integra a estratégia da companhia de diversificar suas fronteiras de produção de óleo e gás, com foco prioritário no continente africano.

Operações Internacionais

A expansão para Gana soma-se a outras presenças da empresa na África, onde já atua em:

  • São Tomé e Príncipe: participação em quatro blocos exploratórios, com três sob operação da Shell.
  • África do Sul: participação no bloco Deep Western Orange Basin (Dwob), operado pela TotalEnergies.
  • Namíbia: contrato assinado para participação no Bloco 2613, aguardando a homologação governamental para a entrada no consórcio, que terá a TotalEnergies como operadora.

Além do eixo africano, a Petrobras mantém operações na Argentina, Bolívia, Colômbia e Estados Unidos. No Golfo do México, a empresa estabeleceu, em junho de 2026, uma cooperação técnica e estratégica com a estatal Pemex.

Novas Fronteiras e Produção

A busca por novas reservas ocorre simultaneamente ao avanço da exploração na Margem Equatorial, no litoral norte do Brasil. A região é considerada de alto potencial, comparável ao pré-sal do Sudeste, que atualmente responde por mais de 83% da produção própria de óleo e gás da companhia.

Recentemente, a Petrobras detalhou a descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado no bloco BM-FZA-59. O ponto de extração fica a 175 km do Oiapoque (AP) e a aproximadamente 500 km da foz do Rio Amazonas. Atualmente, a empresa realiza perfurações para mensurar a capacidade do reservatório e análises laboratoriais para definir a qualidade do óleo.

A urgência na descoberta de novas áreas justifica-se pela projeção de que o pré-sal atinja seu pico de produção e entre em declínio por volta de 2034, caso não ocorra a expansão das reservas existentes.

Notícias Relacionadas