Economia

Petrobras registra a maior margem de lucro entre as principais petroleiras globais no primeiro semestre

17 de Setembro de 2026 às 09:56 2 min de leitura

A Petrobras obteve a maior margem de lucro entre as petroleiras globais no primeiro semestre de 2026, com índice de 29,15% e lucro líquido de R$ 85,1 bilhões. A estatal registrou lucro nominal de US$ 16,6 bilhões e recorde de produção de 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia no segundo trimestre. O Fator de Utilização das refinarias atingiu a marca de 101,2%

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Petrobras registra a maior margem de lucro entre as principais petroleiras globais no primeiro semestre
© RAFA NEDDERMEYER/AGÊNCIA BRASIL

A Petrobras registrou a maior margem de lucro entre as principais petroleiras globais no primeiro semestre de 2026, atingindo o índice de 29,15%. O resultado, detalhado em levantamento da Federação Única dos Petroleiros (FUP) com dados do Dieese, coloca a estatal brasileira no topo de um ranking que, entre 2020 e 2025, era liderado pela Saudi Aramco.

No período mencionado, a companhia obteve um lucro líquido de R$ 85,1 bilhões. A margem de lucro, que indica a eficiência da operação ao medir a proporção da receita que se converte em lucro após a dedução de custos, tributos e despesas, superou a de concorrentes diretas:

  • Petrobras: 29,15%
  • Saudi Aramco: 25,48%
  • Chevron: 18,01%
  • ExxonMobil: 16,33%
  • BP: 14,83%
  • Equinor: 12,84%
  • Shell: 9,94%
  • TotalEnergies: 9,44%

Desempenho financeiro e operacional

Embora lidere em eficiência, a Petrobras ocupa a terceira posição no ranking de lucro nominal em dólar no primeiro semestre, com US$ 16,6 bilhões. O montante fica atrás da Saudi Aramco (US$ 65,4 bilhões) e da ExxonMobil (US$ 18,7 bilhões), mas supera a Shell (US$ 15,5 bilhões), Chevron (US$ 14,3 bilhões), TotalEnergies (US$ 11,8 bilhões), BP (US$ 9,5 bilhões), Equinor (US$ 7,9 bilhões) e ConocoPhillips (US$ 6,1 bilhões).

A performance é atribuída à eficiência operacional, impulsionada por quatro fatores principais:

  1. Elevação da produção;
  2. Valorização do petróleo no mercado internacional, influenciada pelo conflito no Oriente Médio;
  3. Corte de despesas gerais;
  4. Modelo de empresa integrada, que atua simultaneamente na extração e no refino.

Recordes de produção e refino

No segundo trimestre de 2026, a estatal alcançou a maior marca histórica de produção de petróleo e gás natural, com 3,34 milhões de barris de óleo equivalente (boe) por dia. Desse volume, 996 mil barris diários, ou aproximadamente 30%, foram destinados à exportação.

A companhia também atingiu um recorde no Fator de Utilização (FUT) de suas refinarias, chegando a 101,2%, índice que mensura a intensidade do uso da capacidade instalada nas unidades de refino.

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